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Rosângela Rocha: preparativos em andamento (Foto: Portal Infonet) |
Diretores, produtores e cinéfilos já contam os dias: os preparativos para a 13ª edição do Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, o Curta-SE, já estão em andamento. Neste ano, o festival traz o tema “Cidades Criativas”, e as mostras competitivas deverão acontecer entre os dias 16 e 21 de setembro. A novidade deste ano é a premiação para cinco vídeos brasileiros na categoria Live Cinema, e as inscrições prosseguem até o dia 13 de abril. Confira a entrevista com a coordenadora da Casa Curta-SE e organizadora do Festival, Rosângela Rocha.
Portal Infonet: Como foi escolhido o tema para esta edição?
Rosângela Rocha: Todo ano a gente observa o que vem sendo discutido, o que está na pauta de debates da sociedade. Ano passado puxamos a discussão da sustentabilidade, e neste ano queremos propor o pensamento sobre a cidade que nós queremos. É um novo olhar sobre a paisagem urbana, que é nosso ambiente criativo. Queremos pensar a criatividade não só voltada aos artistas, mas com relação aos gestores, as políticas de educação, de cultura… é uma abordagem diferente sobre o urbano.
Portal Infonet: Neste ano, o Curta-SE abrirá espaço para uma nova expressão, o Live Cinema. Qual é a proposta deste estilo?
RR: O Live Cinema, como o próprio nome diz, é o cinema ao vivo, com intervenções que acontecem na hora em que o expectador vê o filme. O próprio cinema mudo, por exemplo, é considerado Live Cinema, já que não havia áudio e o pianista tocava no momento da exibição, junto com a platéia. Os estudos sobre esse estilo são recentes, e nosso intuito é justamente fazer essa divulgação.
Portal Infonet: Além da nova categoria, quais as inovações trazidas para o Curta-SE 2013? E o que será mantido?
RR: Já recebemos propostas de outras cidades – além de Aracaju, São Cristóvão, Estância e Laranjeiras – para sediar as oficinas, mas ainda estamos verificando se esses planos são viáveis. Entre as oficinas deste ano, haverá um espaço de aprendizado para a formatação de projetos voltados à Agência Nacional do Cinema (Ancine). É uma forma de incentivar o escoamento da produção sergipana, que ainda está tão restrita à circulação regional. Neste sentido, vamos dar continuidade à Rodada de Negócios, que começou no ano passado por causa dessa grande demanda de difusão. É um momento de contatos, de trocas, para trazer nossos filmes ao cenário nacional.
Outra novidade é a presença da urbanista e economista Ana Carla Fonseca Reis, que recentemente escreveu o livro Cidades Criativas. Ela é especialista na temática abordada no Festival, e estará aqui para uma palestra.
Portal Infonet: A pouco mais de uma semana para o fechamento do prazo, como estão as inscrições? E fora do Brasil, quem já garantiu presença?
RR: Não queremos criar grandes expectativas, mas a tendência é que se mantenha a quantidade de inscritos das edições anteriores. Já temos em torno de 350, mas acreditamos que o número chegará a 600. O pessoal costuma deixar para se inscrever em cima da hora, já nos últimos dias mesmo. Até o momento, temos inscrições de todo o Brasil, majoritariamente de São Paulo, além de Venezuela, Argentina, Espanha, Equador e Portugal.
Portal Infonet: O Curta-SE já trouxe a Sergipe grandes nomes da música como Otto, Preta Gil, Tulipa Ruiz. Quem será a atração do show de abertura deste ano?
RR: Isso depende da nossa captação de recursos, que ainda está sendo feita. Claro que já temos os nossos preferidos, mas ainda não tem nada certo… Mas é importante lembrar que, ao contrário do que se pensa, Sergipe tem público para música boa, cultura de qualidade. Não é só artista de Pré-Caju e Forró-Caju que tem espaço por aqui.
Portal Infonet: Para a preparação do Festival, a organização tem sido amparada por políticas públicas de incentivo? Existe apoio à produção cultural no Estado?
RR: Na verdade, todo ano é uma grande luta para conseguir este apoio. Aqui só temos um embrião, que é o edital da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) para seleção de cinco filmes. Isso é muito pouco em comparação a outros Estados brasileiros, ou mesmo nordestinos. Temos uma grande inveja, por exemplo, dos nossos vizinhos de Pernambuco. Recentemente, o Estado liberou uma verba de R$ 16 milhões para incentivo ao cinema de lá, incluindo cineclubismo, pesquisa, acervo, difusão e produção. Enquanto isso, nós sentimos a necessidade de um fundo de apoio do governo, seja nas instâncias municipal ou estadual.
Portal Infonet: Em relação ao projeto da casa Curta-SE para a instalação do cinema na Rua do Turista, já existe previsão para a abertura?
RR: Amanhã, 4, teremos uma reunião com a Secult para fechar alguns detalhes, mas os últimos equipamentos já estão sendo recebidos, como poltronas e luz. Temos o intuito de que até o começo de maio o cinema já tenha sido inaugurado. Para tanto, conseguimos trazer o Festival Varilux de Cinema Francês, que já vínhamos “paquerando” há dois anos. Tão logo a data esteja acertada, vamos abrir a divulgação na imprensa.
Por Nayara Arêdes e Verlane Estácio
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