Cultura e memória marcam presença no Calçadão da Mulher

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(Foto: Divulgação)

A história de vida da primeira professora negra de Sergipe, Zizinha Guimarães, foi às ruas na tarde da última sexta-feira, dia 9, durante o Calçadão Popular da Mulher, realizado pelo mandato da deputada estadual Ana Lúcia Menezes (PT). Nascida em 1872, Zizinha venceu as barreiras do racismo e, com o apoio da professora Possidônia Brangança, depois de ter sido impedida de estudar na Escola Normal, ela se transformou em uma educadora de referência em Sergipe.

Assim como ela, outras mulheres que deram um passo para além do seu tempo, a exemplo da primeira médica de Sergipe, Ítala Silva; as professoras Etelvina Amália Siqueira, Ofenísia Freire, Possidônia Bragança, Rosa Moreira Frião; a farmacêutica Cesartina Régis; a deputada Quintina Diniz e a primeira juíza federal de Sergipe, Maria Rita Soares foram apresentadas através de banners à população do Centro da cidade que teve uma verdadeira aula de política e história de Sergipe como fruto das comemorações do Dia Internacional da Mulher, 8 de março.

A dona de casa Josefa Maria conferiu os banners e ficou entusiasmada com a história de luta destas mulheres que lutaram pelo direito ao voto e por espaço e respeito na esfera pública social. “Muitas vezes a gente desanima e se cansa na luta diária pela sobrevivência. O exemplo de vida destas mulheres que venceram as barreiras sociais é um estímulo para não desistirmos dos nossos sonhos”, confessou.

Ao lado das figuras históricas, adolescentes e mulheres ‘de carne e osso’ de todas as faixas etárias mostraram seu talento artístico e vitalidade através da apresentação do Reisado Vivendo com Arte, do Grupo de Dança Chama, da cordelista e professora Izabel Nascimento, da premiada Cia Dançarte, além da beleza da Dança do Ventre para fechar a programação cultural. Seu Bené Embolado, de pandeiro em punho e força no gogó, prestou homenagens às mulheres em vários momentos da tarde.

A aposentada mineira Fernanda Tenória, que passeava pelo Calçadão, parou para conferir a apresentação cultural. “Foi uma tarde maravilhosa. Tivemos de tudo, desde a cultura sergipana à oriental”, elogiou. A deputada Ana Lúcia lembrou que a arte desempenha um importante papel neste processo de consolidação da identidade e do espaço social feminino. “O processo de luta pela autonomia e liberdade das mulheres passa pela cultura inevitavelmente”, frisou.

COMBATE À VIOLÊNCIA

Em meio às comemorações do 8 de Março, a deputada Ana Lúcia chamou a atenção para um sério problema social enfrentado por muitas mulheres em Sergipe, no Brasil e em todo o mundo: a violência doméstica. Ela divulgou que a DAGV – Delegacia de Grupos Vulneráveis – registrou em 2011, no Estado de Sergipe, uma média de três casos de violência contra a mulher por dia. Além de estrutura nas delegacias especializadas para combater o problema, fazem-se necessários conscientização e apoio popular, já que a cultura machista ainda tem profundas raízes fincadas na estrutura e formação social brasileira.

Desde o carnaval, a deputada Ana Lúcia realiza em vários bairros de Aracaju uma campanha de combate à violência contra a mulher através da divulgação do disque denúncia, das leis de proteção e da distribuição de adesivos em apoio à causa. “Estamos nesta luta de combate à violência contra a mulher e temos certeza de que um dia vamos superar os preconceitos e diferenças que ainda existem na nossa sociedade entre homens e mulheres”,  observou.

Fonte: Assessoria Parlamentar

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