Documentário ‘O Vaqueiro do Sertão’ retrata a vida do sanfoneiro Josa

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O documentário foi exibido na tarde desta sexta-feira, 14, na unidade do Sesc em Socorro (Foto: Portal Infonet)

A arte de encantar a todos com uma boa toada é para poucos. E o sanfoneiro simãodiense José Grigório Ribeiro, conhecido como Josa, dominou essa arte com grande maestria. No documentário “O vaqueiro do sertão”, exibido na unidade do Sesc em Nossa Senhora do Socorro na tarde desta segunda-feira, 14, é possível conhecer a vida e obra de um sanfoneiro que sempre andou lado a lado com o sertão sergipano.

Dida Araújo explica detalhes do documentário em roda de conversa (Foto: Portal Infonet)

O roteirista e diretor do documentário, Dida Araújo, conta que desde os 6 anos de idade, tem contato com a obra musical de Josa. “Nessa época eu morava com a minha tia e ela sempre preparava o café ouvindo rádio ao som das músicas dele. Aquilo me comoveu muito e ficou no meu inconsciente”, diz. Ainda segundo Dida, há vinte anos foi veiculada uma reportagem idealizada por ele, contando a história do Josa. “Foi a partir dessa reportagem que eu comecei a desenhar o trabalho. Depois fui garimpando entrevistas antigas e ouvindo pessoas que foram marcantes na vida de Josa”, resume.

Dida explica que o documentário busca prestar uma homenagem ao 90 anos de Josa, completados em março deste ano. “É uma forma de agradecê-lo pela contribuição que ele deu para a cultura sergipana. Foi um homem que amou o sertão”, diz. “O mais lindo é que grandes nomes da nossa cultura se inspiram nele. Ele demonstrou que o orgulho de ser nordestino, sergipano, tem que está dentro da gente”, acrescenta. A ideia de Dida é que o documentário possa percorrer outros municípios. “Temos a intensão de que ele possa ser visto por muitas pessoas. Por isso iremos exibi-lo ainda em Simão Dias, Tobias Barreto e demais municípios do Estado”, informa.

A aposentada Maria das Graça disse que aprovou o documentário (Foto: Portal Infonet)

A aposentada Maria das Graça disse que aprovou o documentário. Segundo ela, foi emociante reviver as histórias que marcaram o sertão sergipano. “Eu me identifiquei com muita coisa que vi. Também tive uma infância no interior”, comenta. Maria diz é uma grande admiradora da obra dele. “Eu gosto de todas as músicas. Ele canta de um jeito muito bonito”, avalia.

por João Paulo Schneider  e Verlane Estácio

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