Dom João da Costa celebrará missa solene para Santa Dulce dos Pobres

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A cidade de São Cristóvão louvará a primeira santa brasileira com missas (Foto: Acervo Obras Sociais Irmã Dulce)

A 1ª edição da Festa em Honra à Santa Dulce dos Pobres –  iniciada no último dia 10 – segue nesta quinta-feira, 13, com missas na Igreja Conventual de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão. Irmã Dulce foi canonizada pela Igreja Católica em 2019, tornando-a a primeira santa nascida no Brasil.

As missas em honra a Santa Dulce dos Pobres acontecem às 6h30 e às 15h. A partir das 19h, acontece a missa solene presidida pelo Arcebispo de Aracaju, Dom João José da Costa.

O público que não tiver a oportunidade de assistir o roteiro de missas pessoalmente poderá acompanhar tudo no conforto do lar, através das contas de Instagram e Facebook: @pnsvitoria ou ainda pelo Youtube no endereço: pnsvitoria (Paróquia Nossa Senhora da Vitória – São Cristóvão/Sergipe).

Irmã Dulce e São Cristóvão

O sino de ferro, datado de 1831, permanece em uma das torres do Convento do Carmo da cidade de São Cristóvão em Sergipe. Foi nesse sino, que hoje toca duas por semana, que Dulce cumpriu suas primeiras obrigações religiosas como noviça. Ela ingressou, em 8 de fevereiro de 1932, na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus junto com outras nove religiosas.

Era sua obrigação diária badalar o sino para anunciar a chegada do novo dia. Passados os anos desde que Dulce deixou o convento, todas as áreas internas que ela dividia com as nove noviças permanecem quase inalteradas. O claustro – o quarto onde vivia, onde Dulce dormiu enquanto era noviça – atualmente desativada pelos freis carmelitas enclausurados, que ainda vivem no local em votos de silêncio.

O espaço – um vão com chão de madeira com 50 metros de comprimento e quatro de largura – não tinha paredes. As camas das freiras eram separadas apenas por cortinas. O corredor tem ainda cinco janelas voltadas para o pátio e sete que ficam ao lado da Igreja do Carmo. Ao final do quarto, ficava o sino tocado por Dulce. Hoje, o local guarda algumas imagens religiosas a exemplo do Sagrado Coração de Jesus.

O antigo claustro das freiras fica na ala oposta aos quartos dos freis que vivem no local em voto de silêncio – por conta disso o acesso ao espaço é totalmente restrito. O Convento e Igreja do Carmo foram construídos pelos freis carmelitas e fundados em 1699. Foi justamente na Igreja do Nosso Senhor do Passos da Ordem Terceira do Carmo, sob o olhar atento de uma imagem de aproximadamente 1,2 m de Santo Antônio, datada do século XVII, que a jovem Maria Rita Lopes Pontes tornou-se freira e passou a se chamar Dulce em homenagem à sua mãe que morreu quando ela ainda tinha 7 anos.

Do período que viveu no convento – cerca de um ano quando professou os votos religiosos de pobreza, castidade e obediência, Dulce aguardava ansiosa pelos dias de domingo. Eram nesses momentos que ela e as outras noviças ficavam à beira do quintal carregado de frutas e fazendo orações na gruta dedicada à Nossa Senhora de Lourdes, cravada na pedra ao fundo do convento. Desde então, é a casa de freis carmelitas que fazem votos de silêncio.

Atualmente, o espaço só tem uma relíquia de primeiro grau e um memorial. A Arquidiocese de Sergipe, as Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid) e a Prefeitura de São Cristóvão estão em fase de implementação do roteiro turístico religioso para criação de uma rota turística na cidade indicando os pontos onde Dulce passou, mostrando as áreas do convento.

Com informações da Prefeitura de São Cristóvão

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