Exposição “Anistiados, couro esquecido” prossegue na Álvaro Santos

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Reprodução de uma das obras em exposição / Foto: Ascom Funcaju
Devido ao grande número de visitas e agendamentos, a exposição “Anistiados, couro esquecido”, em cartaz na Galeria de Artes Álvaro Santos, foi prorrogada até 12 de setembro. A mostra conta com 10 pirogravuras em couro produzidas entre 1974 e 1979 pelo então estudante de serviço social da Universidade Federal de Sergipe, Bosco Rolemberg. Os quadros retratam os anos vividos por ele na prisão Professor Barreto Campelo, na Ilha de Itamaracá (PE), por conta da sua oposição ao regime militar.

Mais de 400 pessoas já visitaram a exposição, aberta no último dia 6. As pirogravuras são acompanhadas de textos escritos por grandes expoentes da literatura e do jornalismo sergipano. A curadoria é da jornalista Joana Côrtes, filha de Bosco Rolemberg, que se dedicou ao projeto para lembrar os 30 anos da anistia política no Brasil.

O artista plástico acredita que a exposição nada mais é do que o resultado de um esforço coletivo. “Não somos heróis, apenas respondemos à nossa maneira o desafio que nos foi imposto naquele momento”, declara Bosco, atual secretário chefe de Gabinete da Prefeitura de Aracaju.

A Galeria de Artes Álvaro Santos é mantida pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Esportes da Prefeitura de Aracaju (Funcaju) e fica localizada na Praça Olímpio Campos, Centro. O agendamento de visitas pode ser feito pelo telefone (0xx79) 3179-1308.

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