Gravado em SE, “Senhor do Labirinto” será exibido dia 12 em Aracaju

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Filme retrata a vida do japaratubense Artur Bispo do Rosário (Foto: Divulgação)

Patrocinado pelo Governo do Estado, o filme ‘O Senhor do Labirinto’, considerado pela crítica um dos principais nomes da arte contemporânea brasileira do século XX, será apresentado pela primeira vez ao público sergipano em 12 de setembro, no Teatro Tobias Barreto (TTB), durante o Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe (Curta-SE). A película conta a história de vida do japaratubense Arthur Bispo do Rosário

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) é parceira na realização da 11ª edição do Curta-SE e os últimos detalhes da participação do órgão no evento foram ajustados na tarde da última terça-feira, 24. Na oportunidade, estiveram reunidas as representantes da Casa Curta-SE, Dayse Rocha e Rosângela Rocha, e a secretária da Cultura, Eloísa Galdino.

‘O Senhor do Labirinto’ teve 95% das cenas rodadas em Sergipe e apresenta os atores Flávio Bauraqui (Arthur Bispo), Maria Flor (Rosângela) e Irandhir Santos (Wanderlei) nos papéis principais. Já foi apresentado no Festival de Cinema de Gramado, Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e Festival de Cinema do Rio, onde ganhou o Troféu Redentor de Melhor Filme de Ficção Brasileiro, eleito pelo júri popular.

A ideia

O filme será exibido dia 12 de setembro no TTB

A primeira vez em que o diretor Geraldo Motta pensou em produzir um filme sobre a história de Arthur Bispo do Rosário foi em 1989, após visitar uma exposição no Rio de Janeiro onde algumas peças do sergipano estavam expostas. "A obra dele é de uma contemporaneidade sem igual, pois ele fazia de forma intuitiva o que artistas contemporâneos estavam fazendo naquele novo movimento das artes plásticas”, comentou Geraldo.

O projeto, inspirado no livro ‘Arthur Bispo do Rosário – O Senhor do Labirinto’, foi aprovado catorze anos depois, num concurso de apoio ao Desenvolvimento de Roteiros Cinematográficos, promovido pelo Ministério da Cultura (MinC), A partir de então foi iniciada a pré-produção da película e, em 2007, foi batido o martelo: Sergipe seria o principal cenário do filme, graças a uma parceria fechada com o Governo do Estado.

Sergipanos na produção

Durante as filmagens de ‘O Senhor do Labirinto’ em Sergipe, 120 pessoas trabalharam na produção, sendo 90 dela sergipanas. Para a secretária de Estado da Cultura, Eloísa Galdino, além do belo registro da história do japaratubense Arthur Bispo, o filme representa um impulso na cena do audiovisual em Sergipe.

“O Governo abraçou esse projeto pela relevância do roteiro para a história do nosso Estado, uma vez que narra a trajetória de um filho ilustre dessa terra, e pelo desenvolvimento cultural e econômico que ele representa, já que 80% das pessoas envolvidas com ‘O Senhor do Labirinto’ são sergipanas, desde as bordadeiras que auxiliaram na confecção de réplicas das obras de Arthur Bispo do Rosário até atores que compõem o elenco”, avalia a secretária. “Tenho certeza de que no dia 12 de setembro, durante a primeira exibição do filme em Sergipe, o público vai se orgulhar de ver a qualidade dessa película gravada em nossa terra”, acredita.

Além do Governo do Estado, são parceiros do filme o Banese, a Petrobras, a Fafen, a Prefeitura Municipal de Aracaju, a Prefeitura Municipal de Japaratuba, a Prefeitura Municipal de Laranjeiras, a Construtora Norcon, a Construtora Celi, a Fábrica de Cerâmica Escurial, Água Mineral Imperial, a empresa de telefonia Oi, o Grupo Maratá, a Unimed, o Grupo Constâncio Vieira e o Sebrae.

Sinopse

O Senhor do Labirinto conta a história de Arthur Bispo do Rosário, sergipano de origem simples, vítima de esquizofrenia, que viveu assombrado por misticismos e alucinações nas instituições psiquiátricas pelas quais passou entre 1938 e 1989, ano de sua morte.

Durante seus períodos de clausura na Colônia Juliano Moreira (Rio de Janeiro), onde viveu por 50 anos, Bispo do Rosário produziu um acervo de bordados, estandartes e assemblages que postumamente ganharam o Brasil e o mundo com seus insuspeitos traços de arte pop contemporânea e a pungência de sua trajetória.

Fonte: Asscom Secult

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