Instituto Tobias Barreto é reinaugurado na Unit

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Luiz Antônio Barreto: "aprendi o amor à minha terra" (Fotos: Portal Infonet)

O Instituto Tobias Barreto (ITB) foi reinaugurado nesta segunda-feira, 7, no segundo andar da Biblioteca Central da Universidade Tiradentes (Unit). A cerimônia, que aconteceu às 19h, contou com a presença de acadêmicos e personagens da vida cultural e política sergipana.

O pesquisador Luiz Antônio Barreto, fundador do instituto, fez questão de destacar a importância dos familiares e amigos como apoiadores do projeto ao longo dos anos. O ITB tem uma história de 27 anos e mantém, em seu acervo, um memorial do filósofo sergipano Tobias Barreto. Além disso, conta com mais de 30 mil itens – livros, fotografias, discos –, muitos deles com conteúdos sobre Sergipe.

“Desde sempre, em minha vida, aprendi o amor à minha terra. Quem não ama a sua própria terra não é capaz de amar terra alguma em tempo algum”, disse o pesquisador. Neste ano, o ITB esteve perto de fechar, mas alguns parceiros ofereceram ajuda. Durante o pronunciamento que fez na reinauguração, Barreto explicou a aliança com a Unit: “a universidade é sempre um projeto permanente”.

Acervo do ITB inclui memoria sobre filósofo Tobias Barreto

Para a assistente social Izabel Matos, a instalação do ITB numa instituição de ensino é positiva. “Aqui ele tem espaço para expor, espaço para os estudantes. Como tem alunos de Sergipe todo, o Instituto vai atingir praticamente o Estado inteiro”, opinou.

Memória

O reitor da Universidade Tiradentes, Jouberto Uchôa, garantiu que o funcionamento do Instituto Tobias Barreto na Unit não vai tirar a autonomia do fundador. “A Universidade não mete o dedo no acervo”, afirmou.

Além do ITB, a Unit apóia acervos de outros sergipanos, como os que divulgam as obras de Nestor Piva, Rosa Machado, Lourival Baptista e do fotógrafo Lineu. Para o reitor, o resgate da cultura local tem que ser cultivado também pelo poder público: “o Estado precisa se preocupar em colocar esses valores na escola”.

“O que é sergipanidade? Quem pode responder a essa pergunta?”, indagou Luiz Barreto, em meio a uma crítica à maneira como os governos vem tratando da conservação da memória. "Os poderosos não podem responder", completou. E, curador de um dos acervos mais diversificados de Sergipe, ainda ensinou: “o suporte não é o importante. Vamos salvar os conteúdos, senão não teremos amanhã”.

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