Pesquisa de professor sergipano destaca memórias sonoras de Aracaju

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Professor Cleber de Oliveira Santana pesquisa as memórias sonoras de Aracaju (Fotos: Portal Infonet)
Presidente da Acla, Francisco Diemerson, revelou que o evento visa conta a história de Aracaju e valorizar os intelectuais que estudam o tema

As memórias sonoras de Aracaju são foco de uma pesquisa que está sendo desenvolvida pelo professor sergipano, mestre e doutorando em História Social, Cleber de Oliveira Santana. A pesquisa virou tema de uma conferência que ocorreu nesta quarta-feira, 4, em comemoração ao Aniversário de Aracaju.

Na conferência organizada pela Academia de Letras de Aracaju, o professor Cleber compartilhou as descobertas oriundas de suas pesquisas voltadas às memórias sonoras de Aracaju entre século XIX e XX. “O que pude investigar até agora é que a partir de 1856, com o primeiro código de postura municipal, vários artigos já tratavam da proibição de fazer vozerias, dar gritos e tiros na cidade e fazer sentinela em voz alta. Então, nestas legislações venho encontrando o modelo que se quer para Aracaju, que é o modelo de uma cidade silenciosa e moralista”, conta.

Na pesquisa, o professor também investiga, por meio de jornais, o que diz a legislação e o que acontece no cotidiano. “Nem sempre coincide o que a lei estabelece e o que há no cotidiano, pois tem as brechas, as fugas e todas as maneiras de realizar uma prática cultural”, comenta o professor.

Ainda segundo o pesquisador, a discussão sobre sonoridade é antiga e persiste até os dias atuais com a lei do silêncio. “É um ato que vem desde o século XIX e vem se repetindo em todos os códigos de postura até hoje. Será que se faz necessário ou se consegue silêncio na cidade? A cidade por si só é cheia de atividades culturais, políticas, sociais e econômicas. Então, exigir silêncio da cidade é uma incongruência nesse sentido”.

Evento

O organizador do evento, Francisco Diemerson, que é presidente da Acla, conta que a conferência foi realizada com o objetivo de falar sobre a história de Aracaju e valorizar os intelectuais que estudam esse tema. “Todos os anos, no mês de março, a gente realiza atividade sobre a história da nossa capital. Já falamos sobre a história arquitetônica, história política e agora vamos falamos sobre as memórias sonoras. Além de falar sobre a nossa capital, a gente dá oportunidade para que os estudiosos mostrem seus trabalhos e sejam valorizados”.

por Verlane Estácio

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