Professor une literatura e teatro para incentivar a leitura na escola

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Alunos durante o laçamento do projeto (Foto: Portal Infonet)

Os alunos do 2º ano do Ensino Médio que estudam no Centro de Excelência Dom Luciano, centro da capital, comemoram na tarde desta quinta-feira, 19, o lançamento da quinta edição do projeto “Vitrine Literária”, que busca unir literatura e teatro. O objetivo da proposta é despertar o interesse dos alunos pela leitura ao mesmo tempo em que é desenvolvida uma encenação teatral.

Segundo o professor Fabiano Oliveira, idealizador do projeto, ano passado os alunos utilizaram a obra do escritor Machado de Assis para tratar de temas relacionados às minorias da sociedade contemporânea. “Nós sempre buscamos um tema que dialogue com várias áreas do conhecimento. Este ano será a vez do obra “O Cortiço”, do escritor Aluísio de Azevedo”, destaca.

Após a escolha da obra, Oliveira explica que o passo seguinte é buscar as nuances  críticas necessárias para desenvolver a encenação. “Procuramos dar ao que foi lido uma análise crítica, principalmente voltada à realidade atual”, resume. “Primeiro nós lemos a obra, depois transformamos a leitura em novas linguagens, como o teatro”, explica.

A estudante Ana Raquel Souza comemora a chegada da 5ª edição do projeto e confessa que lá no início achou a ideia do professor quase que impossível (Foto: Portal Infonet)

A estudante Ana Raquel Souza comemora a chegada da 5ª edição do projeto e confessa que lá no início achou a ideia do professor quase que impossível. “No começo eu fiquei surpresa com o tamanho do projeto que o professor propôs. Mas depois tudo foi se encaminhando tão bem que passamos a ter vontade de ler os livros”, conta. Ainda segundo Raquel, uma leitura foi levando a outra e ela se viu apaixonada pelo universo literário. “Eu devo muito ao professor. Antes eu quase nem lia. Foi ele que despertou em mim o prazer pela leitura”, comemora.

A releitura da obra “O Cortiço” está prevista para ser realizada no dia 7 de dezembro, às 17h40, na Colina Santo Antônio, em Aracaju.

por João Paulo Schneider e Aisla Vasconcelos

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