Rubens Lisboa fala de novo CD “Arteiro”

0

Este é o quarto álbum da carreira do sergipano / Foto: Divulgação
O cantor e compositor Rubens Lisboa lança este sábado, 29, o seu novo CD, intitulado ‘Arteiro’. Este é o quarto álbum da carreira do sergipano. O show de lançamento acontece no auditório da Biblioteca Pública Epifânio Dória, às 21h. A entrada será franca. O show será com base neste novo trabalho do artista, mas ele avisa que também estará passeando por canções dos discos anteriores. Para que saber um pouco mais sobre este novo trabalho o Portal Infonet publica uma entrevista com o cantor e compositor. Confira!

Portal Infonet – O que significa para você esse novo disco?
Rubens Lisboa – “Arteiro” consolida o prosseguimento de minha trajetória por meio de uma carreira que vem sendo construída devagarzinho, mas graças a Deus calcada somente na minha perseverança e na força que me passam os meus fãs. Sempre digo que não faço concessões na música. Isso explica o porquê de muita coisa acontecer ou não, mas sigo confiante na qualidade do meu trabalho. Lanço sementes que tenho certeza germinarão, só não sei se a curto, médio ou longo prazo. Minhas canções são feitas com prazer e suor. É metade de inspiração e metade de estiva mesmo. Gosto de burilar cada palavra das minhas letras, de ir atrás do acorde mais preciso. Sei que sou muito mais compositor que cantor, mas canto porque me sinto muito bem quando estou no palco e sei que assim posso levar emoções e vibrações positivas às pessoas.

Infonet – Por que a decisão de fazer esse novo CD inteiramente com canções de sua própria autoria?
RL – As coisas na minha carreira nunca são muito planejadas. Acontecem quando e como os deuses da música assim o permitem. Depois de fazer três discos anteriores acompanhado de banda, os quais me deram muitas alegrias, senti a necessidade de fechar um ciclo após essa primeira trilogia. Foi aí que me juntei a um grande músico sergipano, o violonista Saulo Ferreira, e comecei a passar para ele várias novas canções. Depois de dois meses de trabalho intenso, eu tinha mais de quarenta músicas prontas. A ideia de gravá-las surgiu automaticamente e o repertório se fechou por si só. 

Infonet – Qual a diferença desse CD para os anteriores?
RL – Basicamente ele traz uma sonoridade mais acústica, baseada em violão, baixolão e percussão. Há a inserção de alguns outros instrumentos em uma ou outra faixa, mas eles surgem apenas quando a canção assim exige. No mais, sou eu inteiro como sempre.

Infonet – Por que o título “Arteiro”?
RL – É uma palavra forte que sempre me instigou. Coincidentemente, eu ainda não havia pensado em um título definitivo quando, lendo a letra da canção “Coração Tambor”, uma amiga se fixou nessa palavra e me deu o toque. Tem tudo a ver com o projeto e com aquilo que eu quero para mim: fazer música com arte, brincando, sentindo e dando prazer, mas também questionando e cutucando as pessoas através de alguns temas que acho que estão na hora de serem postos.

Infonet – E a boa receptividade por veículos de comunicação de São Paulo e do Rio de Janeiro?
RL – Uma alegria enorme! Eles tiveram acesso primeiro ao CD por conta de que ele está sendo distribuído nacionalmente pela Tratore. É mais uma prova de que a gente está no caminho certo.

Capa do novo CD
Infonet – Seu primeiro CD saiu em 1998. Em 2010, você está lançando o quarto trabalho. É uma boa média?
RL – Em termos de música sergipana, acho que sim. Em doze anos, quatro discos, o que dá uma média de um trabalho a cada três anos. Se dependesse tão somente de minha vontade, talvez eu tivesse lançado mais álbuns nesse período, mas o processo não é tão fácil assim… Sei que tenho uma história única dentro da música sergipana, com CD’s lançados de maneira independente e trazendo sempre canções inéditas da minha voz. Creio que estou entre os que mais contribuem para a solidificação do cancioneiro do nosso Estado, não somente pela quantidade de canções já gravadas, mas também por estar sempre buscando um aprimoramento no que diz respeito àquilo que faço.

Infonet – E como você classifica sua música?
RL – Plural. Quero poder compor e cantar tudo o que me toca, o que me instiga, o que me desafia. Não curto amarras nem nada que tente me enquadrar. Odeio catalogações e rótulos de qualquer natureza. Aliás, explicito isso em “Contramão”, uma das faixas do novo CD.

Infonet – Acha-se um artista moderno?
RL – Não sei o que é isso atualmente em termos musicais. A roda já foi inventada, quem quiser ir além, vai esbarrar na limitação dos 360º graus. Tento ser antenado com que anda ocorrendo por aí, mas prefiro mesmo é buscar a beleza simples das canções. O resto é invólucro. Cada vez mais quero que minhas músicas sejam fáceis de serem assimiladas. Ouvi-las sendo cantaroladas pelo ouvinte comum é o meu maior objetivo. 

Infonet – Mudaria alguma coisa na sua carreira?
RL – Absolutamente nada. Orgulho-me de cada faixa que gravei, de cada CD que lancei, de cada show que fiz. Por vezes posso ter me equivocado, mas decerto serviu para que eu crescesse não apenas enquanto artista, mas também como ser humano.

Infonet – Quais os planos para daqui em diante?
RL– Ainda este ano deverei lançar um novo produto. Não posso adiantar muita coisa agora, mas tenho certeza de que será uma grande referência não só para a minha obra, mas para a música sergipana como um todo. O que posso assegurar é que nunca antes por aqui algo tão arrojado foi feito. Quem viver, verá!

Infonet – Onde os interessados em adquirir o seu CD podem encontrá-lo?
RL – Aqui em Aracaju, ele está disponível na Casa do Artista e na CD Club. Quem preferir comprá-lo via internet, basta acessar os sites da Saraiva, da Siciliano, da Livraria Cultura e das Lojas Fnac.  

Comentários