Sergipe é o maior produtor de renda irlandesa

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Renda Irladesa produzida em Sergipe

A superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em Sergipe está realizando, no auditório do Serviço Nacional do Comércio (Senac),  um seminário com a finalidade de discutir potenciais parceiros a construção do plano de salvaguarda da renda irlandesa. O estado de Sergipe é o maior produtor desta renda, que tornou-se referência cultural local e foi registrada em novembro de 2008, como Patrimônio Cultural do Brasil. 

De acordo com a chefe de Divisão Técnica do IPHAN em Sergipe, Marta Maria Silva Chagas, o seminário iniciado nesta terça-feira, 28, prossegue até a quarta, 29, visa definir o que fazer na salvaguarda para dar continuidade ao processo de

Marta Maria representante do Iphan
referência cultural sergipana.  “O evento conta com a participação de representantes de órgãos, entidades e rendeiras, que estão discutindo temas ligados ao assunto para se definir um plano de salvaguarda da renda irlandesa”, ressalta.

Ela destacou que atualmente 120 rendeiras de Sergipe estão cadastradas no projeto. “Mas, a grande concentração é o município de Divina Pastora, pois foi ali que tudo começou e se espalhou por outros municípios como Laranjeiras, que hoje a prefeitura encampou o trabalho e já tem até uma associação. E ainda temos rendeiras em Rosário do Catete, Riachuelo, Santa Rosa, São Cristóvão e Aracaju”, informa Marta Maria.

Evento acontece no auditório do Senac
Sergipe é o maior produtor

 A representante do IPHAN disse ainda que neste processo de produção da renda irlandesa com o lacê (cordão especial fabricado no Rio de Janeiro), Sergipe é o principal produtor. “Aqui as rendeiras fabricam toalhas, colchas e atualmente o produto está mais diversificado com a fabricação de bolsas, porta-celular, sachês, entre outros”, enfatiza.

Saber fazer renda

Para a escritora e professora Beatriz Góis Dantas, “falar da renda irlandesa é falar, sobretudo, das mulheres detentoras do saber fazer renda, mulheres rendeiras, para quem a renda significa recurso econômico, sim, mas

Rendeiras de Divina Pastora
também recurso cultural, na medida em que fazer renda irlandesa as identifica como protagonistas de uma prática coletiva de grande significado para a cidade de Divina Pastora, onde podem ser identificadas, cerca de 80 delas”.

Segundo a rendeira de Divina Pastora, Maria José Souza, o evento tem uma importância muito boa.  “Nós vamos sair daqui capacitadas, com nosso produto divulgado, mais valorizado e essa salvaguarda para mim foi o máximo, pois está nos protegendo”, entende.

Por Aldaci de Souza

 

 

 

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