Sucesso na última noite do Fórum

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A última noite do V Fórum de Forró, que este ano homenageou o Trio Nordestino, terminou com muito forró e um balanço super positivo dos organizadores. “O Fórum foi além das nossas expectativas. Tivemos mais de 1200 pessoas por noite”, declarou o coordenador de Intercâmbio Cultural da Funcaju, João Emanuel. E ele ainda acrescentou que devido ao grande número de pessoas que ficaram de fora, existe a possibilidade de que a próxima edição do evento seja realizada num local maior.

Um aspecto relevante sobre a quinta edição do Fórum foi ressaltado por um dos integrantes do trio Nordestino, o Coroneto. Ele declarou que “é muito importante que uma evento com esse consiga mobilizar tantos jovens”. Os três dias do evento foram marcados pela presença maciça de estudantes, muitos deles da rede pública. Como é o caso de Hulamar Andrade, 17 anos e aluno do 3º ano do Colégio de Aplicação. “O Fórum foi maravilhoso. É muito importante essa discussão e todas as informações que foram passadas. É uma oportunidade muito boa de abertura para o povo conhecer de perto toda a nossa cultura”, declarou o estudante.  

Tárik de Souza
Participações ilustres – No último dia do Fórum estiveram presentes o jornalista carioca e grande conhecedor da música nordestina, Tarik de Souza, além dos compositores Antônio Barros, Céceu e João Silva. Um dos temas mais debatidos durante o evento foi surgimento das novas tendências de forró, chamadas de forró eletrônico, forró pop romântico, forró fogozo, oxente music, mas que Tarik prefere chamar música pop nordestina. Ao ser questionada sobre a maneira de sobreviver diante desse novo cenário, a compositora Céceu, que junto com seu marido e parceiro Antônio Barros compôs grandes sucessos gravados por Luiz Gonzaga e pelo Trio Nordestino, respondeu que “a música nordestina de qualidade consegue sobreviver de qualquer jeito”.

João Silva, compositor, parceiro e amigo de Luiz Gonzaga, a quem ele considera “um mito”, foi muito aplaudido pelos casos que relatou da época em que viveu próximo ao Rei do Baião. Segundo ele, Gonzagão “tinha mania de assinar as coisas sem ler” e foi ele quem ensinou que não podia ser assim. Entre um “causo” e outro ele cantou várias músicas de sua autoria que fizeram sucesso cantadas pelo “mito” e pelo Trio Nordestino.  

No final da noite os integrantes do Trio fizeram muitos agradecimentos aos organizadores do evento e antes do show que encerrou o V Fórum, o sanfoneiro Beto declarou “Aracaju virou a casa do Trio Nordestino, dos que foram e dos atuais”.

Por Carla Sousa e Janaina Cruz

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