“Um profissional completo”

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Há quem diga que Antônio Valadão é a pessoa mais certa para dar continuidade aos trabalhos do saudoso Hilton Lopes, conhecido por sua dedicação ao resgate da cultura sergipana, sobretudo, no São João e na época carnavalesca. Seu gosto pela cultura das quadrilhas juninas e alta popularidade o qualificaram para este posto que, segundo ele, não lhe cabe. “Eu conheço Hilton há muitos anos. Amigos. Passamos um período meio separados. O trabalho do Hilton é irreparável. Ele foi o maior empreendedor do turismo em Sergipe. Ele tentou resgatar nosso carnaval na época de Heráclito Rollemberg como prefeito. Ele fez muito pelo São João. A diferença dos nossos trabalhos é porque eu sempre gostei mais de quadrilha e o Hilton era um cara bem desbravador. Ele gostava mais de prefeituras do interior. Como ele comprava horários muito caros na TV Sergipe e na TV Atalaia, eu já tive na Jornal. Agora, quanto a substituí-lo, as pessoas fazem uma colocação que eu acho meio complicado. Ele fazia 20 minutos na TV Atalaia e fazia 6 minutos na TV Sergipe nos períodos juninos e carnavalescos. Eu passo de segunda a sábado, o ano inteiro, com uma hora de televisão. Então, substituir o Hilton Lopes, talvez pela vaidade de ir para a Globo ou SBT, não. Estou muito bem na Aperipê. Enquanto eles me quiserem, enquanto as regras do jogo forem boas para os dois, eu permaneço na Aperipê, fazendo o que gosto”, disse Valadão, que há 17 anos, desde quando entrou para a Jornal, dedica seu trabalho às quadrilhas juninas. “Eu gosto mais de um trabalho voltado para o folclórico e Hilton gostava mais do lado emocional da festa, o turismo em si. Eu me espelhei em Hilton, no início e não vou dizer que o copiei. Nós temos trabalhos bem diferentes. Hilton era um guerreiro. Ele faleceu no trabalho aos 75 anos. Eu só espero que Papai do céu me dê mais 30 anos para poder chegar até ele. Ele sabia tudo. Uma aula de televisão. Um profissional completo. Ele era capaz de consertar o próprio microfone. Quem está no que a gente faz, só faz por amor”, revelou. A cultura das tradições juninas sob o olhar de um apaixonado por ímãs de geladeira Maracangaia faz a diferença Vila do Forró: do interior para a capital “Os quadrilheiros pedem ajuda”

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