Vila do Forró: do interior para a capital

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O romantismo de um casal sentado no banco de uma praça de uma cidade do interior. Esta foi uma das imagens que mais marcaram. Enquanto era entrevistado, Valadão chamou a atenção para a cena. De fato, a Vila do Forró transportara a todos para uma cidadezinha. Bastava curtir o ambiente, o clima, a música e deixar a imaginação fluir. “São João para o sergipano é um estado de espírito. A gente pode viver o São João o ano inteiro. A Vila do Forró é um projeto cultural que tenta resgatar uma cidadezinha do interior. Aqui você vê uma cidade ao estilo barroco colonial com sistema de som aonde você vê circular o povo. Circula também o vendedor de milho, de pipoca, de amendoim. A gente ta sentado aqui numa mesinha. Dá uma olhada ali: um casal, namorando num banco de praça e beijando na boca. Você vê pessoas idosas, crianças brincando. Este é um projeto junino onde você só tem o pé-de-serra, onde só tem a quadrilha junina”, disse Valadão. Para o jornalista, um ponto positivo está na participação de todos, igualmente, e na fidelidade dos ares interioranos como resgate da identidade do povo sergipano. “Os estabelecimentos que estão aqui não estão enxotando os vendedores ambulantes porque se assim o fizessem estariam contrariando a filosofia do projeto. Para você ter uma idéia, o pessoal da Emsetur pensou em botar garis para recolher o lixo diariamente. Isso foi pensado e repensado. Mas se colocassem garis também descaracterizaria, porque em uma cidade interiorana não tem gari. É um resgate de cultura e de identidade”, ressalta e completa: “A orla tinha um vazio muito grande e a Vila do Forró vai proporcionar este aspecto cultural das pessoas conhecerem Sergipe. A partir de agora nós vamos ter serestas, shows de MPB e vamos ter muito forró, porque o forró não deve sair nunca da mídia, deve estar na cabeça da gente o ano inteiro”. Não distante da Orla de Atalaia, no Centro da cidade, sergipanos e turistas contam, também com o Forró Caju que, para Valadão, embora esplendido, não representa um projeto junino. “É o melhor do mundo, mas eu não considero um projeto junino. São shows juninos. O que dá à nossa cidade uma colocação privilegiada, de parabéns ao prefeito Marcelo Deda. E são esses focos de Forró caju, de Vila do Forró, os arraias do 18, da Coroa do Meio, o Forró de Itaporanga, Estância, Areia Branca, que foi um fracasso este ano, o de Brejo Grande, o São Pedro de Capela, Muribeca, do Forró Siri, de Japaratupa, se fortalecem, é um todo. Então, este é o estado de espírito que a gente alimenta para o ano inteiro viver isso. E esta iniciativa do Governo de prorrogar o forró aqui na Vila Chapéu de Couro é fantástica, porque, se você for ver, a orla é maravilhosa, mas não tem atrativos isolados, e nós, aqui em Aracaju, somos muito tradicionalistas”, disse. Valadão vibra ao contar que este projeto cultural pode ser levado à diante. “O governador está extremamente empolgado com isso. Mas eu tenho ouvido algumas pessoas dizerem a ele que ele deveria construir e não está descartada a hipótese de que o Governo do Estado venha edificar não uma cidade cenográfica, mas uma vila tipicamente interiorana aqui na orla, para fazer isso o ano inteiro”, revela. A cultura das tradições juninas sob o olhar de um apaixonado por ímãs de geladeira Maracangaia faz a diferença “Um profissional completo” “Os quadrilheiros pedem ajuda”

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