Aseopp segue insatisfeita com atual cenário das obras públicas

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Luciano Barreto, da Aseopp, e Valmor Barbosa, da Seinfra
Insatisfeitos com as atuais condições impostas pelo Governo Federal para a construção de obras públicas, membros da Associação Sergipana de Obras Públicas e Privadas (Aseopp) participaram de uma série de debates e de um seminário sobre o assunto que incluiu órgãos como TCU, Seinfra e CREA-SE. No discurso, uma série de reivindicações e um resultado que não deixou a categoria muito feliz.

“O seminário foi consenso, mas nossa associação não concorda, pois o Governo ao contratar uma empresa exige uma série de fatores, mas limita o valor a ser cobrado. Mas tenho certeza que o assunto não acabou e o debate vai continuar”, disse o presidente da Aseopp, Luciano Barreto, ao fazer uma avaliação do

Autoridades prestigiaram evento
que foi discutido no Seminário de Formação de Preço em Obras Públicas.

Limite do lucro é insuficiente

O limite do valor citado por Luciano implica diretamente no lucro que as companhias obtêm através da execução das obras: pouco mais de 9% bruto que se transforma em 7% líquido, no máximo. Para ele, um percentual insuficiente. “É preciso ver que a gente trabalha em um mercado cujo reajustamento de preço dos insumos é anual e sem data para aumentar”, justifica.

Diante da crise nos cofres

Emerson Carvalho
públicos ao redor do mundo e do destaque econômico que o Brasil possui diante das demais nações, Barreto acredita que é necessária e viável uma maior lucidez quanto aos custos das obras para dinamizar ainda mais a construção civil no país. “A constituição diz que nenhum custo deve ser excluído num orçamento público, mas parece que está difícil cumprir o óbvio”, opina.

Proposta

Atendendo aos anseios daqueles que assumem a responsabilidade de erguer ou revitalizar um prédio que  pertence a toda a sociedade, Emerson Carvalho, da Aseopp, apresentou no seminário uma proposta de composição do preço da obra pública que leva em

Valmor Barbosa
conta centavo por centavo de tudo o que é investido no desenvolvimento da obra, o que impediria que companhias vencedoras de licitação abandonassem os trabalhos, fato registrado em todos os estados brasileiros.

Exemplos de custos que atualmente não entram na planilha da empresa vencedora de uma licitação pública são os referentes ao pagamento do engenheiro da obra e de um arquiteto, por exemplo. A conta sobra para a construtora designada à execução do projeto. Segundo o secretário de Estado da Infraestrutura (Seinfra), Valmor Barbosa, um cenário que está em processo de mudança.

Confraternização marcou o encerramento do Seminário
“Nós entendemos que dá para avançar, e durante esse seminário chegamos a um denominador comum de uma nova formatação deste modelo que contempla alguns serviços que antes não faziam parte. Isso vai oxigenar a participação das empresas boas que ultimamente não participavam das licitações por acharem o preço baixo. Isso obedecendo às normas dos órgãos fiscalizadores”, conta o secretário.

O seminário

O Seminário de Formação de Preço em Obras Públicas – Preço Justo, Obra Concluída, Sociedade Atendida foi iniciado na última semana de agosto e aconteceu no Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE). A avaliação da Aseopp, da Seinfra e de demais representantes de órgãos envolvidos foi exposta numa confraternização promovida na noite de quinta-feira, 15, no hotel Quality, em Aracaju.

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