Auditores fiscais entram no terceiro dia de greve e fazem novo ato

Categoria cobra recomposição salarial e diz que não houve avanço nas discussões

(Foto: Ascom/Sindifisco/SE)

Um novo protesto realizado na manhã desta quinta-feira, 26, no Palácio dos Despachos, marcou o terceiro dia da greve por tempo indeterminado dos auditores e auditoras fiscais tributários da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz/SE).

De acordo com o Sindicato do Fisco de Sergipe (Sindifisco/SE), a paralisação atinge toda a estrutura da Sefaz, incluindo a sede administrativa, os Centros de Atendimento ao Cidadão (Ceacs), os comandos fiscais e os postos fiscais em todo o estado. Segundo o presidente da entidade, José Antônio, os servidores estão cumprindo integralmente a decisão tomada em assembleia.

A greve foi deflagrada após deliberação da categoria e tem como principais reivindicações a recomposição salarial para 2026, a incorporação de gratificações ao vencimento — com o objetivo de garantir maior segurança jurídica para ativos e aposentados — e a retomada do pagamento do Bônus de Atividade de Fiscalização (BAP) para inativos e pensionistas.

Ainda conforme o sindicato, o movimento também reflete a indignação com a condução das negociações por parte do Governo do Estado. A entidade afirma que, após sete meses, houve apenas uma reunião considerada protocolar, sem avanço nas discussões. O reajuste linear de cerca de 4% anunciado pelo Executivo é apontado como insuficiente diante das perdas salariais acumuladas, que, segundo a categoria, já ultrapassam 7% na atual gestão e chegam a aproximadamente 40% considerando períodos anteriores.

Governo de Sergipe

Em nota para à imprensa, o Governo de Sergipe informou que, desde o início da gestão, concedeu dois reajustes lineares à categoria e promoveu a reestruturação da carreira, reduzindo o tempo para progressão e ampliando os ganhos salariais, que atualmente variam de mais de R$ 22 mil no início da carreira a acima de R$ 37 mil no topo. Também destacou a equiparação do bônus entre ativos e aposentados, a criação de um incentivo mensal para auditores da ativa, além de investimentos em estrutura, realização de concurso público e convocação de novos servidores. O Executivo afirmou ainda que a greve pode impactar a fiscalização e a arrecadação do ICMS, ressaltando que mantém diálogo aberto, embora lamente a paralisação.

Com informações do Sindifisco

 

Com informações do Sindifisco/SE

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