Aumento da tarifa: Não Pago repudia proposta do Setransp

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Ônibus deverá ficar mais caro nos próximos dias (Fotos: Arquivo Portal Infonet)

A proposta do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (Setransp), em reajustar as passagens dos ônibus que circulam em Aracaju em 15%, não agradou aos integrantes do Movimento Não Pago. Caso o percentual enviado à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) seja aprovado, a tarifa passará de R$ 2,35 para R$ 2,71.

Para o integrante do Movimento Não Pago, Demétrio Varjão, esse índice é incondizente com a realidade do serviço de transporte, principalmente na Grande Aracaju.

“Em junho do ano passado o Movimento Não Pago impetrou Ação Popular contestando o valor da tarifa, apresentando a existência de fraudes no seu cálculo como a inclusão de preços superfaturados de pneus e combustível, o pagamento de salários à cobradores-fantasma em micro-ônibus, e super-salários superiores a 11 mil reais ao pessoal da segurança dos terminais. Segundo laudo técnico, se as fraudes fossem retiradas o valor correto da passagem seria R$ 1,92, muito abaixo do valor alegado pelo Setransp e pala própria prefeitura de Aracaju (SMTT)”, destaca.

Demétrio Varjão

Ele enfatizou ainda que “o julgamento da ação ainda não foi realizado e o Setransp já pede outro aumento abusivo. Essa discussão não deve ser feita a quatro paredes, no gabinete da SMTT, nem entre o prefeito e os empresários. Exigimos que o órgão divulgue imediatamente a planilha de custos, que é um documento público e toda a população deve ter livre acesso ao mesmo”, afirma Demétrio Varjão.

Setransp

De acordo com informações do Setransp, “enquanto a maioria das capitais do Brasil já reajustaram o valor da passagem esse ano, o sistema em Aracaju, que, após dois anos sem majoração, teve somente 4,4% da tarifa reajustada, vem resistindo ao desequilíbrio financeiro que passou nos últimos anos, atendendo a população, e mantendo negociações anuais para reajuste salarial da categoria dos rodoviários. No entanto, não omite a necessidade de se manterem os investimentos públicos no serviço”.

E ainda que “no ofício enviado à Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), a partir da planilha de custos e cálculos tarifários, o setor submete à apreciação o requerimento de reajuste tarifário de R$ 2,35 para R$ 2,71, a fim de que se mantenha o equilíbrio econômico-financeiro, previsto não só na Lei Orgânica do Município, como na Lei 8.979/96 e no art. 175, § único, inciso III, da Constituição Federal”.

Por Aldaci de Souza

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