Aumento de 38,83% do GNV é alvo de protesto por centrais sindicais

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“Esse aumento é fruto da aprovação da nova Lei do Gás, que passou a associar o valor do combustível ao dólar. Algo que nós repudiamos veementemente”, avalia Silva, presidente da CUT (Foto: CUT/SE)

Representantes de alguns centrais sindicais se reuniram na manhã desta sexta-feira, 7, na sede da Sergipe Gás (Sergas), em Aracaju, para mais uma agenda de manifestação. Segundo a Central Única dos Trabalhadores (CUT), desde o dia 1º de maio, está em vigor no estado um aumento de 38,83% do Gás Natural Veicular (GNV).

“Esse aumento exorbitante impacta diretamente os trabalhadores que dependem desse tipo de combustível, como taxistas e motoristas de aplicativo”, salienta Roberto Silva, presidente da CUT. De acordo com ele, a classe trabalhadora foi surpreendida com o único desse reajuste em pleno Dia do Trabalhador.

“Esse aumento é fruto da aprovação da nova Lei do Gás, que passou a associar o valor do combustível ao dólar. Algo que nós repudiamos veementemente”, avalia Silva. Na visão dele, além do GNV, o gás de cozinha também será impactado. “Essa nova lei poderá aumentar suscetíveis vezes o valor do gás de cozinha, causando ainda mais prejuízo ao trabalhador”, destaca o sindicalista.

Roberto diz ainda que está marcada uma reunião entre a empresa e o Sindicato dos Eletricitários de Sergipe (Sinergia), para tentar resolver alguns impasses, sobretudo o porquê desse aumento no combustível.

Sergas

A Sergas informou, por meio de nota, que o repasse para as tarifas do aumento médio do preço na tarifa do gás natural anunciado pela Petrobras de 38,83% independe da vontade da Companhia e não resultou em nenhum ganho para a mesma. “Tal reajuste elevou o preço médio do GNV para R$3,777/m³. Os preços praticados no mercado do gás natural são definidos pela Petrobras, levando-se em conta a variação no mercado internacional do petróleo e seus derivados, assim como a cotação do dólar no período. Paralelo ao reajuste, a Sergas tem adotado medidas, em conjunto com o Governo do Estado, para mitigar os efeitos do reajuste anunciado pela Petrobras, única supridora do insumo”.

Com relação ao Acordo Coletivo de Trabalho, a Sergas disse que solicitou a pauta de reivindicações desde o mês de outubro de 2020 e somente em 26 de fevereiro de 2021 o Sinergia-SE encaminhou à Companhia a referida pauta. ‘O processo de negociação segue normalmente entre as comissões de trabalhadores e a companhia. Até o momento já foram realizadas três reuniões. A mesa de negociações prossegue e a Sergas continua aberta para o diálogo, na expectativa de um bom acordo coletivo, traduzindo-se em respeito e atenção aos seus empregados e que irá valorizar ainda mais os trabalhadores”.

Sobre o Programa de Participação nos Resultados, a Sergas explicou que o eventual pagamento relativo ao ano de 2020, conforme regramento acordado entre a Sergas e os empregados, depende da aprovação, por parte da Assembleia Geral Anual de Acionistas, existindo um rito administrativo ainda a ser cumprido. Até o momento, todos os acontecimentos fazem parte das tratativas acordadas.

“A Sergas tem por costume sempre dispensar grande atenção ao processo de negociação com os trabalhadores todos os anos. A companhia está bastante otimista de que como acontece em todas as negociações, chegará a um acordo que seja benéfico para todos, lembrando que o processo de negociação está ainda no seu início”, finaliza.

Por João Paulo Schneider 

 

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