Bandeiras tarifárias passam a valem para os consumidores

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Acréscimo da tarifa já vale para este mês (Foto: Reprodução EBC)

Já passa a valer a partir deste mês de janeiro, o Sistema de Bandeiras Tarifárias que tem por objetivo sinalizar os custos de geração de energia elétrica na fatura mensal de luz de cada consumidor.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), se a bandeira for verde, significa que há condições favoráveis para a geração de energia, e com isso, não haverá acréscimo na tarifa. Se a bandeira for amarela, há menos condições favoráveis para as condições de energia e haverá o acréscimo de R$ 1,50 para cada quilowatts-hora (kWh) na conta de luz dos consumidores. Já se a bandeira for vermelha, significa situações mais custosas de geração [uso das termoelétricas], com o acréscimo de R$ 3,00 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

De acordo com informações do assessor de comunicação da Energisa, André Brito, tal medida foi necessária por conta da escassez de chuva no país. “O Brasil tem uma matriz energética a base de hidrelétrica. Por conta da falta de chuva, principalmente nos reservatórios e para não ocorrer um apagão, o Brasil fez uso das termoelétricas. Entretanto, o custo por isso é muito alto já que tem a queima de combustível para aquecer a água e com isso, a energia ficou cara para se produzir”, conta.

O tipo de bandeira que vai vigorar a cada mês será determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mas para este mês de janeiro, já vale a bandeira vermelha para as regiões do país, exceto para os estados do Amazonas, Amapá e Roraima.

“Essa bandeira não é um reajuste, mas uma compensação para os custos do funcionamento das termoelétricas. Já o reajuste de luz é uma variação da tarifa que é feito pela Energisa no mês de abril e sob a determinação da ANEEL”, informa André Brito.

Por Aisla Vasconcelos

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