Bolsa de Valores: o “pior” momento é o melhor

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O mercado de ações nos últimos dias tem espantado potenciais investidores e assustado os menos experientes que já estão investindo nessa área. Essa semana o índice da Bovespa chegou a fechar em queda de quase 4% e, de acordo, com especialistas, não dá para prever melhoras no curto prazo. “Além disso, também não tem como saber até onde vai o fundo do poço”, explica o consultor Guilherme Beviláqua.

 

A grande reviravolta na Bolsa, que durante muito tempo acumulou grandes ganhos, está ocorrendo por conta da crise dos Estados Unidos. No mercado americano, o período de queda das ações já dura nove meses e os investidores de lá estão saindo em massa do mercado para proteger o seu capital. Como a economia opera de forma global, o medo das perdas assusta também os brasileiros. No entanto, este não é só um momento de perdas.

 

Índices da Bovespa têm atingido as piores baixas dos últimos tempos / Foto: Divulgação
Para os investidores mais experientes é nesse momento de puro pessimismo que vem os grandes ganhos. “Quem já tem experiência com o mercado de ações não se espanta com as quedas. Tem muita gente que faz grandes fortunas nesses momentos”, ressalta Rafael Prudente, consultor de bolsa e sócio de Guilherme numa empresa de assessoria e consultoria em bolsas de valores e renda variável.

 

A ‘jogada’ nesse momento é comprar papéis desvalorizados e investir a longo prazo, que corresponde a no mínimo dois anos. “Quem entende pouco, quando chega nessa hora quer sair da bolsa, mas se o objetivo é longo prazo essa é a hora de investir e ganhar dinheiro no futuro”, explica Rafael. Guilherme vai mais a fundo e diz que “quando todo mundo está assustado é realmente a hora de entrar. Na hora que todo mundo quer entrar é hora de cair fora”.

 

Rafael aconselha que quem já está investindo diretamente em ações tem que ser disciplinado e inteligente para saber quais estratégias usar em investimentos de longo e curto prazo. “Quem investe no curto prazo tem que ter sensibilidade e minimizar as perdas e quem está no longo prazo tem que comprar de boas empresas e esperar”, acrescenta.  

 

Guilherme e Rafael investiram na carência do mercado sergipano
Investidores em Sergipe

 

De acordo com os consultores, o perfil do investidor de Sergipe é basicamente de longo prazo, o que pode ser justificado pela falta de conhecimento sobre o mercado de ações e as formas de se operar na bolsa. “Quem não tem conhecimento compra papéis das grandes empresas como a Vale e a Petrobras para ganhar a longo prazo, mas essas pessoas não sabem que no curto prazo e investindo em outras empresas do mercado, também podem ter grandes lucros”, enfatiza Rafael. Ele juntamente com Guilherme, ambos estudantes de administração, abriram há um ano a primeira empresa de consultoria e assessoria de Sergipe, a Futura Investimentos, e admitem que os sergipanos são muito carentes de informação nessa área.

 

Para tentar suprir um pouco essa carência dos potenciais investidores sergipanos, os dois consultores promovem freqüentemente cursos e palestras e estão trazendo para Aracaju nesta sexta, 4, e sábado, 5, o Investação, evento que irá abordar diversos aspectos do mercado de ações tanto para o público leigo, como para os mais experientes. “Nosso objetivo é desmistificar a Bolsa, e mostrar que não é esse bicho de sete cabeças que as pessoas tanto falam”, explica Rafael.

 
Por Carla Sousa

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