Consumidores reclamam recebimento de contas com atraso

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Peter Ellice acredita que isso pode ser “truque” para empresas arrecadarem mais dinheiro
Ultimamente muitos consumidores têm recebido cobranças com atraso em suas residências, tendo que arcar com o pagamento dos famosos juros. Com a recente paralisação dos carteiros esse problema se agravou, mas retomada as atividades deste profissionais, muita gente ainda recebe conta com atraso. Neste caso, como proceder?

 

O aposentado Peter Ellice, após receber uma conta com quase 10 dias de atraso teve que pagar multa de mais de R$ 100. No outro mês para não pagar pelo atraso, mesmo sem receber a fatura, no dia do vencimento ele se dirigiu à loja para efetuar o pagamento. Ao reclamar à atendente dos constantes atrasos foi informado que outros clientes têm reclamado do mesmo problema e foi orientado a procurar a empresa administradora do cartão que não tem sede em Aracaju.

 

“Se todas as contas estão chegando com atraso, eles estão lucrando muito em cima de nós consumidores. Acho até que é um truque”, reclama Peter. Tentando encontrar uma solução para seu problema, ele procurou o Procon e lá solicitaram que ele verificasse se no contrato assinado com a administradora do cartão está prevista a cobrança de multa e qual o percentual. Neste momento, se deparou com um outro problema, ao assinar o contrato a empresa não fornece uma cópia para o contratante. Esta prática é confirmada pelo advogado e Presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB/SE, Winston Neil.

 

Winston Neil, o advogado e Presidente da Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB/SE
No sentido de orientar a população, o advogado sugere que as pessoas não esperem a conta chegar em casa, na data do vencimento podem efetuar o pagamento só com o cartão ou solicitando a segunda via. O direito do consumidor é receber a cobrança cinco dias antes do vencimento, caso ele esteja sendo desrespeitado, o cliente deve protocolar um queixa na loja onde firmaram o contrato com a administradora do cartão, ou na própria administradora e deve registrar o problema junto ao Procon.

 

“O custo benefício de procurar um advogado para tratar do caso isoladamente não compensa”, acrescenta Neil. Ele diz ainda que se o órgão competente para resolver o assunto, que é o Procon, se mostrar omisso, é preciso procurar outros meios legais. “Sugiro que procurem a Comissão Especial de Defesa do Consumidor da OAB e façam a denúncia, dependendo do número de pessoas podemos entrar com ação civil pública no Ministério Público Estadual contra essas empresas”. 

Por Carla Sousa

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