Corte no “Minha Casa, Minha Vida” não causará transtorno às construtoras sergipanas

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Corte de R$ 5,1 bilhões foi anunciado na semana passada
O corte de R$ 5,1 bilhões no orçamento do programa Minha Casa, Minha Vida, anunciado essa semana pela equipe econômica do Governo Federal, não assusta o setor da Construção Civil em Sergipe. Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de Sergipe (Sinduscon-SE), Tarcísio Teixeira, o corte não há de causar desarranjo produtivo às construtoras do estado, visto que “Se o governo federal realmente trabalhar aproveitando o saldo da rubrica Restos a Pagar (despesas empenhadas em um ano, mas não pagas) de anos anteriores, e aplicar os recursos voltados à habitação para 2011 previstos no orçamento, poderá ocorrer um valor de investimento maior que o de 2010, mesmo após a adequação orçamentária do programa”.

Segundo levantamento do Núcleo de Informações Econômicas (NIE), da Federação das Indústrias do Estado de Sergipe (Fies), as despesas do programa para este ano, após o corte, é de R$ 7,6 bilhões, em torno de R$ 1 bilhão a mais que em 2010. E o valor de restos a pagar do programa em 2010 foi de R$ 9,5 bilhões, sendo, na visão do Governo Federal, capaz de sustentar a expansão de moradias em 2011.

Tarcísio Teixeira (à direita) diz que produção não sofrerá com corte (Foto: Arquivo Infonet)

Na visão do presidente do Sinduscon, um fator importante para que haja uma maior expansão do setor em Sergipe, é o crescimento de iniciativas que viabilizem a construção de infraestrutura básica em áreas que não tem condições de serem habitadas, impulsionando a construção em locais com potencial de construção. “A preocupação com o crescimento destas áreas, principalmente no estado de Sergipe, é grande, pois a falta de investimentos em novas fronteiras de crescimento faz com que o preço dos terrenos disponíveis aumente, inviabilizando principalmente os projetos direcionados às faixas de renda mais baixas” complementa Tarcísio.

Nesse sentido, as construtoras se preocupam na viabilização de projetos nas diversas esferas do governo, pois com o amadurecimento do programa Minha Casa, Minha Vida no Brasil e em Sergipe, espera-se uma maior produtividade nas etapas de análise de projetos e de estudos de viabilidade, de modo que o montante disponível possa ser efetivamente utilizado.

O crescimento imobiliário na grande Aracaju, também tem impulsionado a vinda de outras construtoras e incorporadoras para o nosso estado. Somado a isso, Tarcísio diz que “os municípios do interior do Estado que antes eram horizontalizados e que não atraiam as construtoras do ramo imobiliário para a construção de edifícios, começam a ser objeto de construções e projetos de condomínios verticais à semelhança de Aracaju há 40 anos”, ratificando o momento de aquecimento que passa o setor sergipano, através do processo de interiorização dos projetos de construções em Sergipe.

“Este acréscimo da atividade no interior do Estado, somado às iniciativas de construção de casas para a faixa de 0-3 salários mínimos deve garantir o crescimento do setor não só em 2011, mas nos anos vindouros” reforça Tarcísio Teixeira. Em Sergipe, cerca de 35 construtoras estão envolvidas com obras no Programa Minha Casa, Minha Vida. O setor da Construção Civil gerou mais de 3.400 empregos formais em 2010, e em janeiro de 2011 contribui com a geração de 748 novos empregos, representando 43% do saldo total.

Fonte: Fies

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