Covid-19: veja a importância de valorizar o comércio local

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Segundo o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Thiago Oliveira, as micro e pequenas empresas representam 99% do total de negócios registrados no Brasil (Foto: Sebrae)

Com a pandemia do novo coronavírus (Covid-19), muitas atividades comerciais tiveram que fechar as portas, com exceção alguns serviços considerados essenciais, como mercearias, padarias, farmácias, dentre outros. Segundo o analista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Thiago Oliveira, as micro e pequenas empresas representam 99% do total de negócios registrados no Brasil.

Thiago Oliveira, analista do Sebrae (Foto: arquivo pessoal)

Diante desse dado, Thiago Oliveira afirma que é preciso um olhar mais atento aos pequenos negócios que há em cada bairro, em cada esquina. “Eles são uma importante fonte geradora de empregos locais”, afirma Oliveira. Ainda segundo ele, comprar do micro e pequeno empreendedor contribui para uma dinâmica de grandes benefícios para a cadeia produtiva local.

“É preciso que haja uma responsabilização social por trás do ato da compra. Não é simplesmente comprar. Ao adquirir o produto numa padaria ou açougue próximo onde mora a pessoa estará ajudando a gerar renda para aquela comunidade”, relata Thiago. “No comércio de bairro há outro fator importante: a aproximação. Geralmente todos se conhecem e têm uma relação bem próxima. Isso ajuda muito na hora de fazer uma reclamação, por exemplo, para melhorar o comércio”, resume Oliveira.

O profissional destaca também que comprando do pequeno o cliente ganha em preço e qualidade . “No comércio local os produtos tendem a ser mais baratos e frescos. Porque o micro ou o pequeno comerciante possui uma relação mais direta com o fornecer. Não há tanta burocracia na hora de comprar em comparação com os grandes centros de compra”, afirma.

Dessa maneira, Thiago só vê vantagens em apoiar o comércio local. Afinal, na sua visão, todos têm a ganhar. “Comprar do micro ou pequeno é sinônimo de uma relação diferenciada no processo de compra e venda. Geralmente em comércios locais a pessoa conhece o dono ou algum funcionário. Além disso, é sempre tratada pelo nome. Há muita empatia”, avalia.

Vendedora há 16 anos, Iatiane Souza afirma que o diferencial do negócio é justamente a proximidade com o cliente. “É importante termos o máximo de empatia, conversando olho no olho, e tratando a pessoa pelo nome”, destaca. Ela explica que está sendo difícil passar tanto tempo longe dos clientes e espera ansiosa pela volta ao trabalho. “Iremos reabrir em breve. Nossas vendas têm sido online. Mas eu sei que muitas pessoas gostam do carinho, da nossa presença”, afirma a gerente.

Iatiane diz ainda que espera a conscientização das pessoas no tocante às compras e também aos protocolos de saúde. “É importante nos ajudar. Vivemos momentos complicados. Daremos nosso melhor nessa volta. Espero que cada um venha com sua máscara. Porque estaremos dispostos a ajudar”, destaca.

Comércio e Shoppings

O comércio do centro de Aracaju vem sendo aberto nas últimas duas semanas e apesar de mitas lojas terem fechado os empresários estão esperançosos com a demanda reprimida deste período que estiveram fechados. A obrigatoriedade das máscaras e cuidado para que as lojas não encham estão sendo fiscalizadas pelos comerciantes e administração pública.

Nesta sexta, 14, os shoppings de Sergipe se preparam para reabrir as portas, 14, quando inicia uma nova etapa de flexibilização do plano de retomada econômica do Estado. Alguns critérios, no entanto, já foram definidos para que os estabelecimentos retomem as atividades, como horário, capacidade e serviços reduzidos. Os centros de compras funcionarão de terça-feira a domingo, das 12h às 20h. A capacidade está limitada em 50% e os funcionários e clientes dos shoppings terão que fazer uso de máscaras nos ambientes e cumprir distanciamento mínimo de 1,5 m dentro das lojas.

por João Paulo Schneider  e Raquel Almeida

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