Dólar ultrapassa a barreira dos R$ 2,30

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 Moeda americana pode chagar a R$ 2,40 (Foto: Ilustração Infonet)

Cotado a R$ 2,31, maior cotação desde março de 2009, a moeda americana logo, logo, baterá na casa de R$ 2,40, segundo os analistas do mercado financeiro, como conseqüência da saída de investidores do país pelo baixo crescimento da economia brasileira. Segundo dados recentes do Banco Central, a fuga de dólares, nos meses de junho e julho, atingiu o montante de US$ 4,0 bilhões.

A conseqüência maior da disparada do dólar é o crescimento da inflação que, em julho, foi de apenas 0,03%, mas que, anualizada, bateu na casa dos 6,47%, portanto ligeiramente abaixo do topo da meta de 6,5% ao ano, mas ainda extremamente alta para os padrões internacionais, o que indica que haverá mais aumentos da taxa básica de juros para trazê-la para o centro da meta de 4,5%, estabelecida pelo Banco Central, isto se o governo colaborar gastando menos do que arrecada.

Ouvido pelo escriba, o ex-governador Albano Franco, que é membro do Conselho Superior de Economia da FIESP e nesta condição atento observador da conjuntura econômica, ponderou que essa fuga de capitais é extremamente preocupante e que, de certa forma, atesta o descrédito dos investidores na política econômica do governo em colocar o país na rota do crescimento com estabilidade. Disse que esta situação pode se complicar ainda mais se o banco central americano, o Fed, retirar os incentivos monetários à economia norte-americana, o que aumentaria consideravelmente a disparada do dólar em relação ao real.
    
Petrobras

A disparada do dólar está fazendo um bruto estrago no caixa da Petrobrás, já que, para conter a inflação, o governo vem segurando o reajuste dos combustíveis, elevando o déficit da empresa, pois que importa combustíveis mais caros para vender mais barato no mercado interno. Aliás, o governo do PT tem utilizado a Petrobrás como biombo de suas maquinações eleitoreiras, pois, não é sem razão, a vertiginosa queda do valor de mercado da estatal, outrora a sala de visitas da economia brasileira.

Por Ivan Valença

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