Expectativa de vida no NE cresce, mas ficará abaixo da média do país

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Expectativa de vida dos nordestinos tende a crescer
A expectativa de vida para os nordestinos será afetada pelas mudanças climáticas e deve ficar abaixo da média nacional, de acordo com o estudo Migrações e Saúde: Cenários para o Nordeste Brasileiro-2000/2050, divulgado hoje, 26.

O estudo  foi feito para a Embaixada Britânica  pelo Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional (Cedeplar), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e pelo Centro de Pesquisas René Rachou, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O coordenador do Cedeplar/UFMG, Alisson Barbieri, destacou que  a expectativa de vida no Nordeste tende a aumentar,  embora esse ainda fique em patamar abaixo da média do país, devido ao envelhecimento da população e ao aumento da longevidade, que é diferente nas várias regiões.

“No caso da região Nordeste, a população ficará mais envelhecida, viverá mais; porém, com uma menor intensidade em relação ao Brasil”, apontou. Barbieri informou que, atualmente, a taxa de fecundidade total brasileira, que é medida sobre o potencial da reprodução da população, é abaixo da reposição.

“Ou seja, para que a população pelo menos se mantivesse constante no futuro, cada mulher deveria  ter dois filhos. Um para substituir a mãe quando morresse e outro o pai quando morresse”. No Brasil, entretanto, de forma geral o que ocorre hoje é que as mulheres têm menos de dois filhos. Isso faz com que haja menos crianças na população e mais adultos idosos.

Outro aspecto demográfico que tem se verificado no Brasil como um todo é o aumento da longevidade, isto é, da expectativa de vida, gerada, principalmente, pela redução da mortalidade infantil. “Uma criança que nasce hoje no Brasil, e isso vale para o Nordeste, viverá mais no futuro, em função da redução geral desse nível de mortalidade”.

O que acontece, segundo o coordenador da pesquisa pela UFMG, é que mesmo que isso seja tendência  geral no Brasil, existem diferenças regionais. No Nordeste, por exemplo,  haverá aumento da expectativa de vida devido à diminuição da mortalidade infantil. Porém, esse aumento da expectativa de vida ainda será menor do que em outras regiões do país, como o Sudeste e o Sul. Nessas regiões, a tendência é de aumentar a expectativa de vida e superar a do Nordeste.

Fonte: Agência Brasil

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