Experiências sergipanas integrarão Projeto entre Brasil e Colômbia

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A primeira experiência exitosa se desenvolve no município de Porto da Folha

Duas experiências exitosas na área de Assistência Técnica e Extensão Rural, com enfoque na agroecologia, desenvolvidas pela Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) nos municípios de Porto da Folha e Itabaiana, foram selecionadas para fazer parte da troca de experiências do novo projeto de Cooperação Trilateral Sul-Sul entre Colômbia, Brasil e as Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). O projeto visa aprimorar políticas públicas através da gestão do conhecimento para a Agricultura Camponesa, Familiar e Comunitária (ACFC) em territórios rurais colombianos, considerando o enfoque agroecológico “Semeando Capacidades”.

A primeira experiência exitosa se desenvolve no município de Porto da Folha, com a execução do Projeto Dom Hélder Câmara, que busca consolidar sua atuação no desenvolvimento de projetos orientados para a exploração da avicultura caipira e mista, suinocultura, bovinocultura de leite e de corte, caprinos, ovinos e apicultura. A segunda experiência vem do município de Itabaiana, onde a Emdagro mantem um Centro de Desenvolvimento Tecnológico, no qual são desenvolvidas várias ações de agroecologia, a exemplo de capacitação de agricultores e técnicos, certificação de produtos agroecológicos e de pesquisa, num trabalho integrado com a Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater).
O presidente da Emdagro, Jefferson Feitoza de Carvalho, não esconde sua satisfação em ver que as ações desenvolvidas pela empresa vêm recebendo destaque nacional e internacional. “Nós ficamos muito felizes em mostrar que o nosso trabalho, apesar de todas as dificuldades, se destaca dentre os trabalhos de todos os Estados brasileiros. Sergipe e cinco outros estados (Alagoas, Pará, Paraná, Maranhão e Rondônia) tiveram experiências exitosas selecionadas, e vamos aguardar as discussões, para que, ao final da pandemia, essas experiências sejam visitadas pelos técnicos e agricultores colombianos, num intercâmbio entre os dois países”.
Jefferson destaca ser importante divulgar essas experiências, mostrando que Sergipe tem ações de destaque na área de Ater. “Precisamos mostrar esses resultados significativos, porque são ações que mostram a preocupação do Governo de Sergipe, através da Emdagro, com os pequenoa agricultores. As políticas públicas aplicadas corretamente permitem que eles possam ter condições bem melhores de vida. E esse acordo de cooperação sul/sul vai permitir, aos países, conhecer as experiências um do outro e ver como podem melhorar. Esse é o grande mote desse acordo de cooperação”, ressaltou.
Cooperação Sul-Sul
O projeto colombiano é realizado em conjunto pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADR), representando o governo da Colômbia; o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), por parte do Brasil; e escritórios da FAO na Colômbia, Brasil e Regional para América Latina e Caribe, com parceria com a Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Ater (ASBRAER) e a Agência Nacional de Ater (ANATER). A iniciativa faz parte do projeto regional ‘América Latina e Caribe sem Fome 2025’, em execução no âmbito do Programa de Cooperação Internacional Brasil-FAO.
O termo de cooperação, que visa contribuir para a melhoria das condições de bem-estar e condições de vida da população rural da Colômbia, com foco na melhor oferta de serviços públicos dirigidos para a ACFC colombiana, terá um investimento na ordem de 800 mil dólares, 50%de cada país, a ser executado ao longo de 13 meses, iniciados em dezembro de 2019. O projeto busca subsidiar mudanças nas políticas colombianas, mas por tratar-se de uma cooperação sul-sul, isto se dará de maneira horizontal através de um diálogo de saberes e experiências, proporcionando aprendizados e mudanças também no lado brasileiro, que poderá organizar o histórico de construção e implementação das políticas públicas, possibilitando melhor avaliação de acertos e erros, sistematizando boas práticas e retomando as redes de conhecimento no entorno da agroecologia.
Fonte e foto: Emdagro
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