“Federalizar pode aumentar conta de água”, diz Sindisan

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Servidores da Deso estão mobilizados (Fotos: Portal Infonet)

Na manhã desta segunda-feira, 6, servidores da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso) voltaram a se reunir em assembleia para tratar de uma possível federalização. “Quando fala em federalização dá a entender que as companhias de saneamento seria a renegociação da dívida que o estado tem com a União e caso o governo do estado não conseguisse pagar essa dívida, as companhias seriam cedidas a União. E entendemos que o governo federal não ficará com uma companhia de saneamento. A companhia será privatizada”, alerta o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgotos e Recursos Hídricos do Estado de Sergipe (Sindisan), Sérgio Passos, que destaca os riscos da federalização do órgão publico.

“A população precisa entender que a Deso é uma companhia que beneficia principalmente a população carente. Entendemos que o serviço não é prestado da forma como deve ser prestado, principalmente porque os trabalhadores não possuem um incentivo em termos de material para exercerem o seu trabalho”, lembra.

Sérgio Passos do Sindisan

O presidente do Sindisan diz que o sindicato espera ser recebido pelo governador para tratar do assunto. “Nós queremos sentar com o governador para que ele nos explique sobre as intenções em relação a Deso. Nós não queremos ser surpreendidos em relação a uma privatização da companhia”, fala.

Sobre onerar a conta para a população, em uma possível privatização, Sérgio Passos volta a falar sobre os prejuízos. “Nós temos informações em alguns estados em que foi dada a concessão para a iniciativa privada de que a conta à taxa mínima, que gira em torno de R$ 30 e R$ 32 passou para R$ 90. Basta saber que hoje nós pagamos muito mais por uma conta de energia do que de água. Isso acontece porque a energia é fornecida pela iniciativa privada que tem como objetivo gerar lucro”, analisa Passos.

Governo

Na semana passada a equipe do Portal Infonet conversou com a Secretaria de Comunicação do Governo do Estado de Sergipe (Secom) que foi taxativo ao afirmar que o assunto federalização não passou de uma discurssão. Em relação a privatização, a resposta é que o assunto nunca esteve em pauta no governo.

Por Kátia Susanna

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