Festejos juninos: chegada dos turistas anima vendedores de licor

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Segundo Claudice, o licor cremoso de chocolate é um dos mais pedidos para os festejos juninos (Foto: Arquivo Infonet)

Em contagem regressiva para o São João, a expectativa para as vendas de licores no Mercado Municipal de Aracaju é cada vez maior. A bebida varia entre R$15 e R$30 e chama a atenção dos turistas principalmente por ter opções de sabores nordestinos como jabuticaba, tamarindo e amendoim.

De acordo com os comerciantes, embora a bebida seja vendida durante o ano inteiro, o período junino é fundamental para a geração do lucro, principalmente pela quantidade de turistas na cidade.  “O tempo nublado acaba diminuindo as vendas, mas a chega dos turistas sempre é sinal de lucro”, diz a vendedora Claudice Cavalcante.

Ela conta que, além dos sabores tradicionais, o licor cremoso é um diferencial que surpreende os turistas.  “O de chocolate é um dos mais pedidos, feito com chocolate em barra e leite condensado”, afirma. A opção cremosa tem um custo um pouco mais elevado, variando entre R$20 e R$30.

Confira os principais sabores de licor:

Licor da Gabriela

Para ‘Henrique da Gabriela’, o envelhecimento da bebida é o que faz com que o resultado final seja diferenciado (Foto: Arquivo Infonet)

Um forte exemplo regional da bebida quente é o ‘Licor da Gabriela’, vendido por ‘Henrique da Gabriela’ há 34 anos. O empreendedor conta que cresceu vendo o licor centenário ser produzido por seus avós, adotou as estratégias de produção e, atualmente, a bebida já esteve em quase todo o Brasil.

A produção da bebida é feita na casa de Henrique, que aposta no envelhecimento do produto como uma tática fundamental para ter um resultado diferenciado. “Um dia me perguntaram qual o segredo para ter um bom licor e eu respondi que é preciso ter paciência e dedicação”, diz.

A bebida é conservada em baldes e galões, num período que pode variar entre três meses e um ano (Foto: Arquivo Infonet)

A bebida é conservada em galões por um período que pode variar entre três meses e um ano, com o intuito de fazer com que a cachaça absorva o sabor e a cor das frutas. Além desse procedimento, Henrique compra as frutas em grande quantidade para que, além de trabalhar de forma econômica, possa garantir a produção anual.

Para ele, trabalhar com paciência é o que faz com que o ‘Licor da Gabriela’ seja tão procurado. “Não existe comparação entre o licor feito de uma hora para a outra e o licor conservado. Eu sempre aconselho as pessoas a não trabalharem com pressa, porque uma hora o recompensa vem”, afirma.

E quando a escolha do cliente é o licor cremoso, o procedimento é o mesmo: o leite condensado é adicionado no licor envelhecido de acordo com o pedido, garantindo o sabor que foi cuidadosamente conservado.

por Juliana Melo e Raquel Almeida

 

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