Fundos imobiliários: economista fala sobre investimentos na pandemia

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Rafael Saldanha, economista e especialista em investimentos e finanças (Foto: Arquivo pessoal)

Mesmo com a  adoção bastante significativa do home office para a rotina profissional no cenário pandêmico, os fundos imobiliários tendem a continuar sendo uma boa opção para investidores, desde que pensados estrategicamente. De acordo com o economista e especialista em investimentos e finanças, Rafael Saldanha, o momento pede diversificação e os riscos ao realizar investimentos devem ser abraçados com cautela.

Segundo o profissional, as pessoas “não perderam o apetite para investir” e a atividade econômica será acelerada gradualmente quando a situação for retomada. Ele ressalta que durante a pandemia os fundos imobiliários mais afetados são aqueles vinculados a shoppings, agências e lajes corporativas, considerando a pausa das atividades comerciais. “Com o fechamento das atividades houve a dúvida sobre as rendas desses estabelecimentos, as cotas caíram e o dividendo foi reduzido após acordos para pagar o aluguel desses locais”, explica.

Para quem deseja investir, Rafael explica que, no momento, o setor logístico deve ser visto como uma boa oportunidade, já que os galpões, rodovias e ferrovias fazem parte de uma área que se manteve estável mesmo com as consequências da pandemia. “Se a gente pensa num mundo mais digital precisamos de muito mais galpões. Além de não sentir os impactos da pandemia, eles já eram e vão continuar sendo uma das melhores oportunidades de investimento do setor logístico”, diz ele.

Mesmo se tratando de um momento delicado, o economista reforça que investimentos bem pensados podem trazer bons resultados. “Quando todos estiverem com medo é quando você deve estar atento. É preciso ser consciente mesmo nos momentos em que o investidor precisa ser agressivo, principalmente ao lembrar de só entrar com aquilo que você sabe que pode perder”, aconselha.

Ele acrescenta que, em busca de oportunidade, as pessoas procuram fugir do tradicional e os investimentos em fundos imobiliários não estão descartados. “As pessoas estão tendo que fugir do feijão com arroz para ganhar dinheiro, mas os investimentos agora devem acontecer de forma gradual. O momento pede que o investidor tenha diversificação, estude, tome risco gradualmente e, principalmente, mantenha a sua renda fixa”, afirma.

por Juliana Melo 

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