Garis decidem decretar greve a partir de quinta-feira

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O dirigente sindical, Anderson Vidal, ao meio de camisa azul (Foto: Arquivo Sindicato)

Trabalhadores de limpeza de Aracaju decidiram que vão paralisar as atividades a partir da próxima quinta-feira, 21. De acordo com o vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Limpeza Pública e Comercial de Sergipe (Sindlimp), Anderson Vidal, durante assembleia realizada com a categoria os trabalhadores relataram falta de cumprimento no pagamento de benefícios e denuncias de excesso de carga horária de trabalho por parte da empresa Cavo.

“Nós já encaminhamos ofício a prefeitura de Aracaju em relação à greve que será por tempo indeterminado. A diretoria do sindicato está aberta ao diálogo. Na Assembleia ficou deliberado ainda que, não havendo manifestação das Empresas ou acordo até 24 horas antes do início da greve, o sindicato irá garantir a continuidade do serviço, assegurando, no mínimo, 30% dos trabalhadores no exercício de suas atividades”, informou Vidal que enumera os problemas apresentados durante a assembleia.

“Nós temos vários pontos entre eles, jornada excessiva (de segunda a sábado horário integral mais carga horaria aos Domingos), ausência de condições mínimas para exercer o trabalho, capa de chuva inadequada, luva inadequada, vestiário para os trabalhadores, refeitório, ausência de plano de saúde, não fornecimento de agua potável refrigerada, ausência de banheiros suficiente, instalações adequadas nos pontos de apoio (Casa do Gari Centro e Aruana) e atraso no pagamento dos vales transportes”, relatou o presidente interino do sindicato que denuncia também demissões.

"Já são mais de 90 demissões somente da semana passada até agora e estamos na luta por um entendimento com a empresa para saber os motivos do desrespeito ao trabalhador", conclui.

Cavo

A Cavo se manifestou por meio de nota. Confira na íntegra:

A Cavo informou por meio de nota que está disposta a dialogar com o Sindicato dos Empregados de Limpeza Pública e Comercial do Estado de Sergipe (Sindilimp), analisando as reivindicações dos trabalhadores, confiante de que a situação será resolvida prontamente. A companhia esclareceu também que 90% das demissões foram em função da grande quantidade de ausências injustificadas dos funcionários demitidos, sendo que alguns não compareciam desde o início do contrato, e as demais em razão de performance.

A Cavo ainda ressaltou  que o atual número de funcionários atende ao previsto no contrato firmado com a Empresa Municipal de Serviços Urbanos (EMSURB) e que o plano de saúde entrará em vigor a partir do dia 01 de agosto, e que todos os funcionários receberam equipamentos de segurança certificados, no início de suas atividades. A companhia também colocou bebedouros em todos os pontos de apoio e na garagem. A Cavo reafirmou que está aberta ao diálogo com o sindicato da categoria, sendo esta a sua postura desde o início do contrato.

Por Kátia Susanna

A matéria foi alterada às 20h15 para acréscimo de nota enviada pela Cavo.

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