Governo já negocia fim do fator previdenciário

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O governo começou a negociar com as centrais sindicais uma nova fórmula para ao cálculo das aposentadorias dos trabalhadores do setor privado, em mais uma tentativa de contornar resistências que elas impõem a mudanças na Previdência social. A nova opção do governo é uma fórmula simples, que somaria o tempo de contribuição e a idade do trabalhador na hora da aposentadorias. Homens poderiam se aposoentar sem sofrer redução dos seus benefícios quando a soma fosse 95. Mulheres poderiam fazer o mesmo quando a soma desse 85.

A formula substituiria o fator previdenciário, mecanismo criado em 1999 para incentivar os trabalhadores a adiar a aposentadoria. As centrais sindicais pressionam o governo a extingui-lo. Mas a presidente Dilma indicou que só aceita abrir mão dele se puder substitui-lo por outra fórmula que ajude a conter o rombo nas contas da Previdência Social, que atingiu a R$ 42 bilhões o ano passado.

Nova fórmula traria vantagens

Em alguns casos, o fator previdenciário provoca reduções de até 40%no valor dos benefícios para quem decide se aposentar mais cedo. A nova fórmula, conhecida entre os especialistas como fator 85/95, foi apresentada pela primeira vez pelo deputado Pepe Vargas na Câmara dos Deputados, mas sua discussão foi interrompida em 2008, porque o governo era contra a idéia. Cálculos de técnicos do governo sugerem que o fator 85/95 poderia trazer vantagens para os trabalhadores.

Apesar de sinalizar a disposição de negociar o fim do fator previdenciário, Dilma não quer se empenhar por uma ampla reforma da previdência. A presidente acha que ela teria mais custos que benefícios para seu governo. Sua equipe estuda mudanças como fixar uma idade mínima de aposentadoria apenas para o futuro, ou seja para quem ingressar no mercado de trabalho após a mudança.

Por Ivan Valença

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