Integrantes do Não Pago entregam Carta ao prefeito

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João Alves Filho conversa com representantes do Movimento Não Pago (Fotos: Portal Infonet)

Representantes do Movimento Não Pago foram recebidos no início da tarde desta quinta-feira, 25, pelo prefeito João Alves Filho (DEM). Na ocasião, eles entregaram uma carta mostrando que “o modelo do transporte coletivo, não atende às necessidades da população”. Antes do encontro, o prefeito conversou com a imprensa e lamentou o quebra-quebra na Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) durante a manifestação desta quarta-feira, 24.

“Eu respeito as manifestações do Movimento Não Pago, eles solicitaram uma reunião comigo,  mas não concordo com quebra-quebra. O que eu assisti ontem na SMTT não é um atitude de movimento, mas um caso de polícia”, entende o prefeito João Alves Filho.

De acordo com Cleidson Carlos Santos, integrante do Movimento Não Pago, as pessoas que promoveram o quebra-quebra na SMTT, chegando a destruir uma porta de vidro, não pertencem ao movimento.

Advogado Gustavo Mendes fala sobre o conteúdo do documento

“Não são integrantes do Não Pago. Mas, claro que as pessoas estão indignadas com o sistema de transporte em Aracaju e acabam botando pra fora de outra maneira. A gente entende e essas atitudes fogem do controle da coordenação”, destaca Cleidson Carlos.

No documento entregue ao prefeito João Alves Filho, o Movimento Não Pago enfatiza que: “A cada ano o aumento da tarifa é estabelecido conforme os gastos que as empresas alegam ter, mas nunca comprovam. Esses mesmos dados jamais são questionados pela SMTT, que os aceita como absolutos e não exigem qualquer comprovação, numa relação verdadeiramente inescrupulosa. O resultado é que nos últimos 12 anos, o valor reajustado é bastante superior ao índice de inflação (R$ 0,90) e hoje custa R$ 2,35”.

Cleidson Carlos "As pessoas estão indignadas e não tem como controlar"

E também que: “um dos graves problemas do transporte hoje em Aracaju, além do fato de serem privatizados, se relaciona aos conchaves políticos entre os empresários e o poder público. Outro problema grave são os riscos que os usuários passam por conta das péssimas condições do serviço, além da precariedade que constantemente ocasiona acidentes, a superlotação dos ônibus provoca problemas físicos e psicológicos tanto para os usuários quanto para os trabalhadores rodoviários”.

A reunião em que o Movimento pediu ainda a revogação imediata do aumento da tarifa de ônibus, uma auditoria financeira no Setransp e nas empresas de transportes, a reformulação dos terminais de integração, a intervenção por interesse público nas empresas VCA, São Cristóvão, Cidade Histórica e São Pedro, foi a portas fechadas. A imprensa teve acesso apenas para fazer as imagens.

Por Aldaci de Souza

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