Mais de 100 mil frangos já morreram por causa do calor

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Dez dias após o anúncio da morte de mais de 15 mil frangos em granjas de Sergipe, o forte calor ampliou o número para cerca de 100 mil e agora a elevada mortalidade atinge também as aves de pequenos criadores. Os prejuízos já atingem mais de R$ 500 mil, conforme informações do presidente da Associação Sergipana dos Avicultores (Asda), Alfredo Franco Cabral. Segundo ele, mais de 80 mil aves morreram na quarta-feira da semana passada e há um temor na categoria de que a onda de calor cause maiores perdas.
“O calor é intenso e se torna ainda maior nas granjas porque há aves demais nos galpões e isso também contribui para elevar as temperaturas. Estamos acumulando prejuízos e ainda sendo obrigados a comprar novos ventiladores para colocar nos galpões para tentar evitar que a mortalidade cresça mais”. Os frangos estão morrendo por complicações cardíacas ou por desidratação. Embora exista água suficiente para o consumo, as aves não conseguem suportar o calor”, lamentou Alfredo Cabral.

A mortalidade continua atingindo mais as aves que estão na faixa de 40 a 50 dias, portanto, já perto do abate. Para superar o problema, os avicultores estão colocando novos ventiladores nas granjas, diminuindo o número de animais por metro quadrado e ainda assim os resultados são pouco positivos. “Temos informações de que a temperatura vem atingindo algo em torno dos 38ºC em alguns municípios. Somando a isso o calor gerado pela intensa presença dos frangos nos espaços disponíveis, a temperatura por estar chegando aos 40ºC”, comentou.

Os cerca de 60 avicultores de Sergipe produzem mensalmente aproximadamente 1,3 milhão de aves, quantidade que abastece parcialmente o mercado consumidor local. Eles se queixam do fato do Estado não produzir milho suficiente para que possam fazer a ração para os galináceos. “Hoje nós produzimos a ração com o milho e a soja que compramos em Goiás, Mato Grosso, Paraná e Bahia, pois toda a produção de milho de Sergipe não dá para produzir ração sequer para dois meses. Importar os dois produtos eleva os nossos custos”, comentou.

Gado bovino

No interior sergipano, mais especificamente no Semi-Árido, a onda de calor e a falta de ração natural, à base de capim, tem provocado o emagrecimento do gado bovino. Alguns criadores estão optando pela venda dos animais, para reduzir o prejuízo. Outros estão se desfazendo do gado apenas para conseguir dinheiro e garantir a sobrevivência do agronegócio. Ainda não há informações sobre mortalidade motivada pelas elevadas temperaturas.

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