Manifestantes fecham lojas no Centro de Aracaju

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Manifestantes pressionam logistas (Fotos: Portal Infonet)

Júlio diz que liminar nenhuma para a juventude

A gerente Elaine Regina aderiu à Greve

Muitas lojas permaneceram fechadas

Logo após as 8h da manhã dessa sexta-feira, 30, horário normal de abertura das lojas do comércio, trabalhadores, estudantes e representantes sindicais, iniciaram uma manifestação pacífica em frente às lojas do calçadão João Pessoa. Abaixo, confira o vídeo.

Aos gritos de ‘fechem as portas’, os manifestantes pressionam  os poucos estabelecimentos a fecharem as portas. “Nós vamos fechar as lojas que estiverem abertas no centro, porque liminar não barra a juventude. A juventude não quer se aposentar aos 75 anos de idade. Nós não queremos esse retrocesso do governo Temer, corrupto e ilegítimo que assumiu através de um golpe parlamentar” comentou Júlio Cesar Santos Santana, representante da União da Juventude Socialista de Sergipe.

Alguns lojistas optaram por não abrir as portas e liberou os trabalhadores. “Nós fomos liberadas, sem problemas. Estamos aqui apenas para fortalecer o movimento e ajudar a fechar as outras lojas. A gente tem que lutar em beneficio de todos os trabalhadores e contra essas reformas do governo Temer”, explicou a gerente de lojas, Elaine Regina Lima.

Mesmo com a chegada do Grupamento Tático de Motos, a manifestação continuou parando de loja em loja. “A polícia pode nos acompanhar. Não estamos encostando em ninguém e nem nas lojas. Nossa força está na convocação os trabalhadores, pedindo que fechem as portas. Será assim a manhã inteira”, comentou o vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores. Roberto Silva.

Em outras ruas dos centros, a maioria das lojas está fechada. As que permaneceram abertas estão vazias. “As lojas que abriram vão acabar fechando, mesmo sem pressão, até porque com a paralização dos ônibus, o movimento do comercio é quase zero” ressaltou Roberto.

Liminar

Atendendo uma ação civil pública da Câmara de Dirigentes Lojistas o juiz Edno Aldo Ribeiro Santana, decidiu que os organizadores da greve geral estavam obrigados a impedir qualquer invasão a estabelecimentos comerciais, não podem forçar o fechamento das lojas nem ameaçar ou constranger os lojistas, clientes e trabalhadores do comércio.

O juiz também proíbiu dano ao patrimônio da categoria econômica do comércio, assim como o fechamento de ruas e avenidas, que não sejam aquelas informadas previamente, para a realização do movimento nem atrapalhar, de qualquer forma, a circulação de ônibus na cidade.

Por Alcione Martins

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