Municípios receberão apoio para desenvolver pecuária

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(Foto: Ascom Sebrae)

Produtores rurais que se dedicam à pecuária leiteira em quatro municípios sergipanos passarão a contar com um importante auxílio para desenvolver a atividade. Eles serão beneficiados pelo projeto Balde Cheio, uma iniciativa desenvolvida pelo Sebrae em Sergipe, que busca viabilizar economicamente as pequenas unidades produtoras de leite, incorporando novas tecnologias, reduzindo custos e elevando a produtividade por área e animal.

A formalização da parceria com os secretários de Agricultura de Riachão do Dantas, Boquim, Itabaianinha e Lagarto aconteceu durante o XI Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados (Enel), em Parnamirim (RN). Pelo acordo, serão instaladas unidades demonstrativas para aplicação da metodologia do programa em cada uma das cidades. Inicialmente, a iniciativa beneficiará 100 produtores rurais .

“A meta é permitir que esses criadores possam elevar a produtividade de seus rebanhos por meio da melhoria das técnicas de gestão e manejo do gado. Eles receberão capacitações e serão acompanhados continuamente pelos técnicos do programa”, explica o gestor do projeto, Helenílson Oliveira.

A metodologia do Balde Cheio foi criada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Sudeste, e em Sergipe foi colocada em prática pelo Sebrae com apoio da Companhia de Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Irrigação de Sergipe (Cohidro). O modelo já beneficiou produtores rurais do Perímetro Irrigado do Jabiberi, em Tobias Barreto.

Naquela região, foi possível aumentar o volume de leite de 1.080 litros para cerca de 2,5 mil/dia, que passaram a ser comercializados junto a dois laticínios da cidade.

“A nossa expectativa é que os resultados alcançados em Tobias Barreto também possam ser repetidos nos outros municípios. Faremos o possível para permitir que metas estabelecidas pelo projeto sejam cumpridas”, diz o secretário de Agricultura de Riachão do Dantas, José Doriedes.

A Metodologia

O Balde Cheio prevê a instalação de unidades demonstrativas nas regiões onde o modelo é implementado, que servem como verdadeiras salas de aula para os pecuaristas. Lá, eles aprendem novas técnicas de produção, como o cultivo do capim em áreas pré-determinadas e a adoção do pastejo rotacionado, que consiste na divisão do pasto em piquetes para serem utilizados em sequência.

Além das técnicas, os criadores também recebem instruções sobre a forma correta de irrigar o terreno, construção de reservatórios de água e de áreas de sombreamento e a criação de corredores para a circulação dos animais. Após as alterações nas pastagens, os técnicos do programa passam a atuar na melhoria do rebanho.

Os criadores são incentivados a adquirir novos animais e a utilizar a inseminação artificial no processo reprodutivo das vacas. Outro apoio importante é a presença constante de um veterinário para realizar o levantamento sanitário e acompanhar o desenvolvimento das espécies.

Os dados referentes a custos, receitas e produção são anotados em planilhas, de forma a monitorar a evolução das ações. Uma outra iniciativa para garantir a prosperidade dos negócios são os cursos técnicos e gerenciais, como associativismo, empreendedorismo e controle de custos, oferecidos pelo Sebrae aos produtores.

Fonte: Ascom Sebrae

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