Na crise de hoje, lembrem-se de 1929 – Ivan Valença

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Semelhante à grande depressão de 1929 que colocou a economia mundial de cócoras, a atual crise da economia americana tem na quebradeira de bancos sua principal origem. Para contorná-la, o FED (o banco central americano) vem desesperadamente, quase a cada semana, reduzindo a taxa de juros como medida extrema de reduzir o impacto de uma recessão, cuja amplitude ainda não se pode calcular.

Ao mesmo tempo, abre as arcas para salvar bancos insolventes, como o caso do Bear Stearns, que foi absorvido pelo JP Morgan Chase, numa clara indicação de forte intervenção no mercado financeira, a exemplo do que fez o Brasil com o Proer, na era FHC, lembram-se?

A diferença é de tamanho, pois enquanto o Brasil participa com raquítico 1% do comércio mundial, os Estados Unidos participam com robustos 25%. Já pensaram numa quebradeira geral da banca americana, uma vez que a bolha de crédito vem aos poucos se transformando num balão abarrotado de créditos podres?

A verdade é que com taxas de juros de 1% ao ano, todo mundo se endividou nos Estados Unidos, sobretudo para adquirir imóveis. Na hora de pagar, cadê a grana? E, segundo o próprio FED, o montante do crédito imobiliário é maior que o PIB americano. Deu prá ver o buraco?

Por Ivan Valença

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