Novo tipo de mandioca produz três vezes mais em Umbaúba

0

Espécie chega a produzir três vezes mais que a variedade tradicional da mandioca (Fotos: Ascom/Prefeitura de Umbaúba)

Uma das equipes da Empresa Sergipana de Desenvolvimento Agropecuário (Emdagro) esteve em Umbaúba no final do mês de maio para apresentar o resultado de uma série de experiências sobre a introdução da mandioca, tipo Kiriris, em propriedades locais. A espécie, que chega a produzir três vezes mais que a variedade tradicional gerada na região, começou a ser plantada há exatamente um ano.

A unidade demonstrativa foi implantada no povoado Macaquinho e a variedade Kiriris é diferenciada das outras por ter um ciclo precoce, cuja formação da raiz é de doze meses. “O resultado é impressionante, porque o plantio feito na mesma área com a outra variedade não dá nem a metade do que estamos colhendo aqui”, avalia o agricultor José Ricardo Oliveira.

A colheita feita na propriedade em estudo chegou a gerar 21,3 toneladas em uma área de 0,33 hectares. Segundo os pesquisadores, a proporção para um hectare pode chegar a 64,5 toneladas. “Acrescentamos, apenas, algumas técnicas de linhas de cultivos e uns insumos agrícolas de baixo custo, que se reverteram em um ótimo resultado”, destaca o agricultor.

Novo modelo   

Plantação começou há exatamente um ano; foram coletadas 21,3 toneladas

O engenheiro agrônomo e pesquisador da Emdagro, Auro Conceição Andrade, que faz parte da equipe de Vinculação e Difusão de Tecnologia e Pesquisa, afirma que apesar das dificuldades, a iniciativa está dando certo. “É difícil e complicado tentar implementar um novo modelo de cultura quando a prática tradicional já vem de várias gerações. Os agricultores locais já tem o conhecimento e, na verdade, o que está acontecendo é uma troca de experiências”, avalia.

“Estamos introduzindo uma variedade de maniva de alta resistência ao encharcamento e com características melhoradas da raiz. Com isso, será possível gerar respostas bastante favoráveis e animadoras. Esta variedade Kiriris serve para fabricação de derivados, como farinha, amido, féculo e também tem baixo nível de acido cianídrico que pode também ser levada à mesa”, explica o pesquisador. 

De acordo com Auro Andrade, o solo da região também tem contribuído para o sucesso da pesquisa. “Além da mandioca também procuramos a diversificação de culturas e estamos implementando novos cultivares, como cacau, açaí e pupunha. O trabalho, apenas, estar no começo e tem com principal objetivo trazer o desenvolvimento para o homem do campo”, destaca.

Evolução 

O secretário municipal de Agricultura, Edgar Cerqueira, explica que a parceira com a Emdagro já é feita há muitos anos. “Atualmente, a região sofre com a produção da laranja e a mandioca foi uma das soluções encontradas para driblar este problema. São muitos anos de pesquisa, mas só nos últimos três, com a gestão do prefeito Professor Anderson, que realmente estamos tendo resultados satisfatórios”, destaca, explicando o projeto desenvolvido em Umbaúba.

“Estamos dando uma atenção especial para a produção da raiz, onde conseguimos colher quase 70 toneladas de mandioca por hectare, quando a média local é de apenas 14, no máximo. Qual cultura hoje, num período curto de tempo, que pode dar um retorno tão grande para o pequeno produtor rural? Estamos mostrando o serviço com resultados”, ressalta o secretário.  

Edgar afirma que todo o trabalho está centrado no Programa da Cadeia Produtiva da Mandioca, lançado pela Prefeitura no ano de 2009. No município, cinco unidades de demonstração foram implementadas. O agricultor Luiz Cirilo dos Santos faz uma avaliação do projeto. “A iniciativa serve de exemplo para outras administrações, porque valoriza o homem do campo e gera renda e sustento para milhares de famílias de baixa renda”.

Fonte: Ascom/Prefeitura de Umbaúba

Comentários

Nós usamos cookies para melhorar a sua experiência em nosso portal. Ao clicar em concordar, você estará de acordo com o uso conforme descrito em nossa Política de Privacidade. Concordar Leia mais