Pesquisa mostra que 54% dos pequenos negócios pararam com a pandemia

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Dados mostram que 28% dos empreendedores tentaram recorrer a empréstimos, mas a maioria não conseguiu o crédito (Foto: Pixabay)

Um levantamento divulgado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) apontou, nesta semana, que 54% dos pequenos negócios de Sergipe pararam de funcionar durante a pandemia da Covid-19. A mesma pesquisa questionou como os empreendedores que mantiveram os seus negócios abertos buscaram soluções.

Dos entrevistados, 44,5% dos empreendedores afirmaram que os seus estabelecimentos só funcionam com a presença de clientes, por isso não estão funcionando com os decretos vigentes e restrição da circulação de pessoas. Outros 9,3% informaram que também estão funcionar por não ter estrutura para utilizar tecnologias digitais e viabilizar o negócio. 12,7% dos negócios estão funcionando com portas abertas, por fazer parte do comércio essencial, e 33,5% dos entrevistados afirmaram que migraram suas vendas para ferramentas digitais, como sites, telefones, aplicativos e redes sociais.

Embora uma parte dos pequenos negócios ainda esteja funcionando, a maioria registrou queda no faturamento. Em Sergipe, de acordo com o Sebrae, 85,7% relataram queda no faturamento mensal. O percentual, no entanto, é menor que os demais estados do Brasil, com exceção do Rio Grande do Norte e Santa Catarina, onde os empreendedores registraram menos perdas. Ainda neste setor da pesquisa, 4,2% dos negócios registraram aumento do faturamento, e 1,9% informou que permaneceu igual. 8,2% não sabiam ou não quiseram responder.

Empréstimos

Em Sergipe, até o momento, 28% dos empreendedores precisaram solicitar empréstimos para manter os seus negócios. Desse montante de negócios, 54,6% tiveram os pedidos negados, 33% estão em análise e, até agora, apenas 12,4% conseguiram os recursos.

A pesquisa foi realizada entre 30 de março e 5 de maio, por formulário online, com amostra de 119 pequenos negócios, em Sergipe. Segundo o Sebrae, o intervalo de confiança é de 95%.

Por Ícaro Novaes

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