PIB sergipano cresce quatro vezes mais que o do Brasil

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Para o governador Jackson Barreto esse resultado é fruto de políticas integradas entre os setores públicos e privados (Foto: Secom)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira, 14, a participação dos estados e setores da economia na composição do Produto Interno Bruto nacional (PIB). No estudo, Sergipe registrou o maior PIB per capita do Nordeste e um crescimento quatro vezes maior que o PIB do país. Enquanto o Brasil obteve um crescimento real de 0,9% no PIB, Sergipe alcançou 3,6%.

Para o governador Jackson Barreto esse resultado é fruto de políticas integradas entre os setores públicos e privados. “Recentemente o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada registrou que Sergipe foi o estado que mais erradicou a extrema pobreza. O Ministério do Trabalho mostra que Sergipe tem batido recordes na geração de empregos. Agora, esse indicador sobre o crescimento do PIB demonstra que o trabalho de atração de novas empresas executado pelo governo do Estado, aliado às políticas públicas na área social tem alavancado nossa economia e melhorado de maneira significativa a qualidade de vida da nossa gente”, disse o governador.

Desenvolvido em parceria com os órgãos de estatística de todas as unidades da federação, o estudo sobre a composição do Produto Interno Bruto mostrou que o PIB sergipano somou R$ 27,82 bilhões, representando 0,6% do PIB nacional. Os setores responsáveis pelos bons índices econômicos do estado foram serviços, indústria e agropecuária.

Já o cálculo de tudo o que Sergipe produziu dividido pela sua população mostra que o sergipano obteve a maior renda média do Nordeste. Com uma população de 2.110.867 habitantes, o PIB per capita do estado alcançou R$ 13.180,93, sendo superior a dos outros oito estados do Nordeste e deixando para trás estados maiores como Pernambuco (R$ 13.138,48) e Bahia (R$ 11.832,33).

O setor industrial foi o maior responsável pelo desempenho de Sergipe, com um valor corrente de R$ 7,08 bilhões e uma taxa de crescimento de 5,6%. Dentre as atividades que compõem o setor, merece destaque a construção civil, com incremento de 12,8%.

Marcel Resende, superintendente de Estudos e Pesquisa da Seplag e também coordenador do Observatório de Sergipe explicou que a construção civil foi a atividade que mais cresceu. “A construção civil foi atividade que mais se expandiu em 2012, com seu volume acrescido em 12,8%, alcançando o valor de R$ 1,720 bilhão. Sob influência de incentivos à habitação, percebeu-se um consumo maior de cimento e expansão da mão de obra, fatores que deram maior dinâmica ao setor desde 2010”, informou, Marcel, acrescentando que o estudo é referente ao PIB de 2012 porque a análise é realizada a cada dois anos.

Outra atividade que merece destaque é a indústria de transformação, com 9,5%. A atividade ‘produção e distribuição de eletricidade, gás, água, esgoto e limpeza urbana’ também apresentou crescimento, 3,1%. Apenas a indústria extrativa mineral apresentou queda (-3,4%).

Crescimento no setor de serviços

O setor de serviços somou R$ 16,41 bilhões, apresentando uma taxa de crescimento de 3,0%. Todas as atividades apresentaram avanço. A atividade de comércio, por exemplo, aumentou 6,4%, registrando um valor de R$ 2,787 bilhões. “A formalização crescente do mercado de trabalho com crescimento real da massa salarial expandiu o crédito ao consumo, sustentando o crescimento das vendas no comércio varejista”, explicou a diretora de Estudos e Pesquisa da Seplag, Michele Doria.

As atividades ‘transportes, armazenagem e correio’, ‘intermediação financeira, seguros e previdência complementar’ e ‘serviços de informação’ cresceram, 6,2%, 5,4% e 3,4%, respectivamente. A atividade com maior participação no valor adicionado, representando 27% de tudo que foi produzido no estado, foi a ‘administração, saúde e educação públicas’, que subiu 2,0%.

Atração de indústrias e redução da pobreza

Com índices crescentes de geração de emprego e renda e uma política sólida de atração de empresas, Sergipe conseguiu retirar 14.827 pessoas da extrema pobreza e aparece como estado do Nordeste com menor índice percentual de pessoas abaixo da linha da pobreza, 6,13%, conforme o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgou no último dia 7.

As políticas de inclusão social se somam à gestão econômica, a qual investe na interiorização do desenvolvimento para gerar emprego e renda. Nos últimos sete anos, foram instalados103 novos estabelecimentos empresariais aqui, gerando mais de 12 mil empregos.

Este ano, foram aprovados 35 empreendimentos que, juntos, proporcionarão R$ 84,4 milhões em investimentos e aproximadamente 1.000 novos empregos. Os números mostram o dinamismo da economia do estado, que diversificou seu parque industrial, interiorizou as plantas industriais e implantou centros empresariais para fomentar o desenvolvimento regional.

O crescimento industrial de Sergipe é comprovado também pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Estudo organizado pela CNI destaca o estado como a segunda unidade da federação com maior proporção de grandes empresas industriais no Brasil, ficando atrás somente do Amazonas.

Metodologia

O Sistema de Contas Regionais do Brasil é um trabalho desenvolvido pelo IBGE em parceria com os órgãos estaduais de Estatística, as secretarias estaduais de Governo e a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Para estimar o PIB das Unidades da Federação em 2012, o IBGE usou como parâmetro os resultados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais, cujo detalhamento é menor que o Sistema de Contas Nacionais. Assim, a publicação traz informações apenas sobre as 12 atividades econômicas disponíveis no Sistema de Contas Nacionais Trimestrais e não as 17 que figuram na série 2002-2009.

Fonte: ASN

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