“”PMA passa cheque sem fundo””, afirma sindicato

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Dinheiro ainda não está na conta (Foto: Arquivo Portal Infonet)

A Prefeitura de Aracaju anunciou no final da manhã o pagamento dos salários de parte dos servidores, incluindo a área da saúde. Em nota, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog) informou que a ordem bancária já tinha sido encaminhada autorizando a transferência dos recursos para a conta bancária dos funcionários públicos. Mas o procedimento não foi suficiente para os servidores da saúde suspenderem a greve deflagrada no último dia 8.

O diretor do Sindicato dos Médicos do Estado de Sergipe (Sindimed), Carlos Spina, informou que o retorno às atividades está atrelado à movimentação da conta bancária. “O dinheiro tem que está na mão da criança”, brincou o sindicalista. Os servidores só retornam aos postos de trabalho quando o salário estiver efetivamente depositado na conta de cada trabalhador, segundo Spina.

A presidente do Sindicato dos Assistentes Sociais do Estado de Sergipe (Sindasse), Rosely Anacleto, analisa os encaminhamentos feitos pela Prefeitura de Aracaju como golpe. “É um cheque sem fundo”, conceituou. “Eles enviam a ordem, mas o banco nunca tem dinheiro para pagar no mesmo dia por isso é como um cheque sem fundo”, explica.

O diretor do Sindimed, Carlos Spina, observou que, há alguns meses, a prefeitura fez o mesmo anúncio, mas os recursos só chegaram efetivamente à conta bancária dos servidores uma semana depois. “Veio de carroça”, reagiu o médico. “A gente não acredita em nada. Enquanto o dinheiro não estiver na conta, a gente não volta [ao trabalho]”, ressaltou Spina.

Em nota, a assessoria da Prefeitura informa que nesta sexta-feira, 11, já foi autorizado o pagamento dos salários da Secretaria Municipal da Saúde e também da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), Controladoria Geral do Município, o setor administrativo da Secretaria Municipal de Defesa (Semdec), Secretaria de Articulação Política (Seapri) e Secretaria Municipal de Comunicação (Secom).

Os servidores da Educação receberam na quinta-feira, 10, segundo a prefeitura, mas ainda está indefinida a data do pagamento da folha dos demais servidores, segundo a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplog). Os assistentes sociais pretendem reagir. Parte da categoria está vinculada à Secretaria Municipal da Saúde e a outra à Secretaria Municipal da Família e Assistência Social (Semfas). “A gente já vai começar a botar o bloco na rua”, comenta Anacleto, informando que os assistentes sociais estão dispostos a parar a partir da próxima semana.

Por Cássia Santana

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