Poupança externa afasta risco de disparada de dívida

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De janeiro a outubro, essa conta registra déficit de US$ 53,475 bilhões (Foto: Agência Brasil)

As reservas internacionais em nível elevado reduzem riscos de uma crise no câmbio e de descontrole nas contas do País com o exterior (balanço de pagamentos) evitando, entre outros problemas, uma disparada na dívida pública. “Um risco bastante tradicional é o risco cambial ou o de balanço de pagamento, que já tivemos várias em nossa história”, diz o coordenador do grupo de estudos de conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Fernando Ribeiro. “Atualmente esse risco não existe”, reforça.

O economista lembra que no passado o volume das reservas internacionais cobria apenas alguns meses do déficit da conta corrente do País no balanço de pagamentos. “Hoje, as reservas são suficientes para cobrir alguns anos de déficit em conta corrente.” O saldo em conta corrente indica se os habitantes de um país estão concedendo ou tomando empréstimos do resto do mundo.

A conta de transações correntes do balanço de pagamentos trata das operações de exportação, importação, serviços transacionados no exterior, rendas e transferência em geral do Brasil com os demais países. De janeiro a outubro, essa conta registra déficit de US$ 53,475 bilhões, conforme os dados do Banco Central. Atualmente esse déficit vem sendo quase que totalmente financiado pelo ingresso de investimentos diretos no país.

Em outro exemplo, Fernando Ribeiro aponta que as reservas internacionais são suficientes para quitar a dívida de curto prazo do país a vencer em 12 meses, em mais um dado que reforça a capacidade de solvência (de pagamento) do país. A dívida externa bruta do país está em US$ 350 bilhões, sendo que desse total, US$ 64 bilhões vencem em 12 meses, nos dados mais recentes do Banco Central.

Fontes: Banco Central com informações da UnB

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