Preço do peixe pouco varia em Aracaju

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A semana santa é um período de reflexão da morte e ressurreição de Cristo. De acordo com a Igreja Católica, comer carne vermelha nessa época é um ‘pecado’. Com a proximidade, fiéis consumidores sergipanos vem procurando carnes brancas em feiras e supermercados. O Mercado Albano Franco, no centro de Aracaju, é o destino de muitos desses compradores. O sermão é não faltar peixe à mesa, mas as vendas estão mornas.

 

Seguindo religiosamente as doutrinas cristãs, dona Romilda Ferreira, de 68 anos, não esperou os dias santos para compor seu cardápio. “Uma semana antes da semana santa eu já venho [Mercado Albano Franco] e compro tudo: pescada, robalo, camarão para o vatapá e outros. Deixar para em cima da hora fica mais caro”, ensinou.

 

Maria Selma
Mas segundo a vendedora Maria Selma Nunes os preços aumentaram pouco, assim como a procura. “Começa a crescer o movimento a partir de hoje [quarta] e amanhã”. Ela diz ainda que os valores aumentaram 10% em relação ao ano passado como o tipo vermelha que pulou de R$ 10 para R$ 11. “Aumentou pouco, bem pouco. O robalo por exemplo o preço baixou, saiu de dezessete reais e caiu para dezesseis”, explicou.

 

Tradição

 

“A tradição dos antigos está morrendo”, lamenta o vendedor do Mercado Albano Franco, José Gonçalves Silva de 54 anos. Ele diz que o hábito de não comer carne vermelha nessa semana se restringe aos mais velhos que prezam a tradição católica. “Os jovens hoje tanto faz comer peixe quanto carne”, afirmou.

 

Para ele os preços sempre aumentam, mas por outro motivo. “O pescador ou criador dá um preço e nós vendedores outro. Temos que ganhar o nosso”, explicou. E os preços variam de acordo com o tipo. “O camarão cinza está custando entre R$ 10 e R$ 20 e a saborica R$ 6 o kg”, explicou.

 

Higiene

 

José Gonçalves
Já para a consumidora Ione Costa os preços estão um tanto quanto salgados, mas nada faltará à sua mesa. “O camarão e o peixe tá um absurdo”, reclamou. Para ela, peixes para moquecas como o atum, por exemplo, estão caros: na faixa de R$ 20. “Tenho que comprar. É sagrado, mas a sorte que é uma vez por ano”, brinca. Porém, ela chama atenção das autoridades competentes em relação à falta de higienização do local e dos produtos. “O mercado está sujo, os peixes não estão conservados em gelo, falta fiscalização. Isso afasta os clientes, eu mesma venho na marra”, critica,

 

 

Supermercados

 

Outro destino são os supermercados. Peixes e mariscos congelados são ofertados e os preços segundo um gerente do ramo, Wilson Correia, estão na média do ano de 2008. “Não variou. Esse ano tá igual ao ano passado”, falou. De acordo com ele o movimento só será aquecido a partir de quarta, 8, e os produtos mais procurados é o bacalhau e a corvina. “O bacalhau está custando R$ 15”. E no tradicional almoço santo da cozinheira Maria de Fátima Santos não faltará. “Mesmo caro vai ter bacalhau lá em casa”, afirmou.

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