Projeto sergipano de Mandiocultura será implantado na África

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Africanos conheceram experiência implantada na Região Sul do Estado (Fotos Alfredo Moreira/Sebrae)
O povoado Pau Amarelo, localizado na cidade de Umbaúba, distante 98 quilômetros da Capital sergipana foi palco da visita de uma missão formada por oito africanos. Eles vieram conhecer detalhadamente o Projeto de Mandiocultura, do Programa da Cadeia Produtiva da Mandioca/Arranjo Produtivo Local da Região Sul do Estado. 

Os africanos tiveram oportunidade de conhecer o Centro de Treinamento Especializado em Mandioca e Derivados e a Associação de Desenvolvimento Comunitário do Pau Amarelo. Lá, foram apresentados o funcionamento dos programas de mandiocultura e de Alimentação Escolar, puderam ainda degustar os produtos derivados da mandioca, a exemplo de bolos, biscoitos, sucos, entre outros. 

Para o presidente da Cooperativa de Produtores Rurais do Município de Umbaúba, Hugo César Silva Rodrigues, com a implantação do programa a vida de muitas pessoas deve mudar para melhor. “Antes, da mandioca só extraíamos a farinha. Hoje já aproveitamos a casca, que se transforma em ração animal, e a manipueira, que serve para fazer bolos, sucos e também como pulverizador no combate as pragas. Isso agrega mais valor, e no futuro próximo resultará no aumento da renda do agricultor”, explicou ele. 

Programa do Estado é direcionado a cooperativas e associações
Hugo César citou ainda que o outro fator importante para o desenvolvimento da Cooperativa foi o apoio do Sebrae. “Sem a ajuda do Sebrae, da Emdagro, da Prefeitura e da Secretaria da Agricultura não teríamos chegado tão longe”, ressalta o presidente da cooperativa. 

Durante à tarde o grupo de africanos seguiu para a Estação Experimental da Embrapa, onde conheceram os trabalhos de pesquisa desenvolvidos com a cultura da mandioca. 

O africano Elisio Pereira, que faz parte da equipe do Projeto Descentralizado de Segurança Alimentar da África, um projeto financiado pela União Européia, diz que a diversidade que a mandioca oferece é o aprendizado mais importante que ele leva para seu país.  “Aqui a mandioca é mais explorada, vocês aproveitam da raiz a folha, nós apenas extraíamos a farinha. Temos muito a aprender e a ensinar ao nosso povo”, assegura. 

Outro fato que chamou a atenção dos africanos foi a aplicação da mandioca no lanche das escolas públicas. “É importante levarmos esse projeto para a África, pois implantando essa cultura entre as crianças, elas se transformarão em adultas com mais opções de alimentação”, observa Pereira. 

Mandiocultura 

O Programa da Cadeia Produtiva da Mandioca desenvolvido na região Sul do Estado é direcionado para a cooperativa e associações dos produtores rurais de Umbaúba, Estância e Cristinápolis. Ele é desenvolvido pelo Sebrae e parceiros como a Embrapa, prefeituras de Umbaúba, Estância e Cristinápolis, Governo do Estado, além de outras instituições. 

O secretário de Agricultura de Umbaúba, Edgar Campos Cerqueira Filho, enfatiza o apoio do Sebrae na empreitada. “Precisávamos de ajuda para melhorar as condições de trabalho das 19 casas de farinha, e desde que o prefeito solicitou a ajuda do Sebrae, ela chegou imediatamente e tem mostrados resultados positivos”, diz. 

Segundo a coordenadora do escritório do Sebrae em Estância, que também atende Umbaúba, Heloisa Fontes, ainda existem pessoas que confundem o trabalho desenvolvido pelo Sebrae. “Nós não emprestamos dinheiro, oferecemos capacitação, acompanhamento, e aqui nossa meta é atender todos os agricultores da região”, avisa. 

Mais informações podem ser adquiridas na Unidade de Atendimento Coletivo Agronegócio do Sebrae, telefones (79) 2106-7727 e 2106-7729, ou no escritório do Sebrae, com a consultora Heloisa Fontes (79) 9963-3852 e 3522-2055.

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