Protesto contra aumento do combustível

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Consumidores sergipanos prometem protestos (Fotos: Portal Infonet)
Durante essa semana, consumidores prometem protestar contra o aumento do valor do combustível. Na capital sergipana, alguns motoristas já deflagraram uma campanha intitulada ‘Abasteça R$1 e peça a nota fiscal’. Para o jornalista Douglas Magalhães o posto é o ponto de partida da campanha. “Isso se o consumidor fizer 10 vezes por dia vai contribuir para tirar o pedido da nota fiscal. Chamando atenção que os preços são abusivos e o consumidor precisa ficar atento”, menciona.    

A Petrobras divulgou nota sobre a alta dos preços dos combustíveis no País. No comunicado, a Petrobras Distribuidora, líder do mercado brasileiro há 40 anos, afirma que as distribuidoras “não têm ingerência sobre o preço final dos combustíveis nos postos, que são operados por terceiros”.

No comunicado, a estatal lamenta “ainda que, equivocadamente, seja responsabilizada pelo recente aumento de preço da gasolina. E que a rede de Postos Petrobras seja alvo de campanha de boicote”.

A justificativa para o aumento, explica a Petrobras, está na entressafra da cana-de-açúcar e os fatores climáticos adversos ocorridos nas últimas semanas. Essas condições levaram ao aumento expressivo do custo do etanol repassado pelas usinas produtoras, impactando os preços praticados

A Petrobras enviou nota sobre os protestos contra a distribuidora
por todas as distribuidoras de combustíveis no País e, consequentemente, os preços finais ao consumidor.

“Isso teve efeito direto no álcool hidratado, mas também na gasolina, que recebe adição de álcool anidro na proporção de 25%. Note-se que o preço da gasolina ainda sem etanol, repassada pela Petrobras às distribuidoras nas refinarias, não sofre alteração de preço desde 2009”, defende a nota.

Especificamente no Rio Grande de Norte, a recente elevação da alíquota do ICMS sobre os combustíveis, de 25% para 27%, também teve efeito negativo. “Num ambiente de livre concorrência, a composição desses preços depende de vários fatores, como os custos de aquisição e logística das distribuidoras, carga tributária, custos fixos e variáveis de cada posto e condições comerciais”, explica a nota.

A Petrobras explica ainda, que a soma de impostos federais, estaduais e municipais, por si só, é responsável por cerca de 40% do preço nas bombas, enquanto a margem das distribuidoras gira em torno de 4%.

Com a entrada da nova safra de cana-de-açúcar a partir de meados de abril, a Petrobras afirma que espera-se uma natural redução nos preços finais, à medida que os estoques forem repostos nesses novos patamares.

Por Kátia Susanna com informações da Agência Brasil

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