Sargento nega ilegalidades em abastecimento na PM

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Abastecimento das viaturas da PM ainda na linha de investigação (Foto: Arquivo Polícia Militar)

Causou surpresa para a defesa o indiciamento em Inquérito Policial Militar (IPM) do sargento Robertson Souza Silva, acusado de envolvimento em suposto esquema para desviar combustíveis que abastecem as viaturas da Polícia Militar de Sergipe. A advogada Eliza Marques informou que o cliente está optando pelo silêncio, aguardando a manifestação do Ministério Público Militar. Mas adiantou que, neste momento, continuam prevalecendo todas as informações que o sargento prestou durante as investigações realizadas no âmbito da corporação militar.

No depoimento, segundo a advogada, o sargento garantiu que todas as operações realizadas mediante o uso dos cartões que dão acesso à compra do combustível nos postos credenciados, ocorridas durante o exercício dele frente ao Centro de Suprimento e Manutenção da PM, foram feitas dentro dos parâmetros legais. “Não se vislumbra qualquer irregularidade”, diz a advogada. “E ele mantém o posicionamento de que não ocorreram ilicitudes”, comenta.

Ela diz que os desdobramentos do inquérito foram surpreendentes. A defesa prima pelo aprimoramento das investigações e, havendo provas da existência de fraude, que todos os acusados sejam responsabilizados. “Queremos que tudo seja investigado para que as coisas sejam esclarecidas”, destaca. O sargento foi afastado da função e está atuando no policiamento ostensivo, segundo a advogada.

Disciplina

Paralelamente, tramita no Hospital da Polícia Militar, sob o comando do coronel George Araújo o procedimento administrativo disciplinar que investiga a conduta do coronel Bené Gravatá, que foi afastado da Corregedoria da Polícia Militar depois que começou a cobrar celeridade e aprofundamento das investigações. O coronel George Araújo informa que está aguardando a apresentação da defesa para efetivamente avaliar se o comportamento do coronel Gravatá se caracteriza transgressão militar.

O advogado Wilams Sérgio dos Santos apresentará defesa, em favor do coronel Gravatá, nesta quinta-feira, 1º. Neste procedimento, o advogado pedirá também o afastamento do coronel Marcone Cabral do comando geral da Polícia Militar. Para o advogado “não é correto” que o próprio comandante determine a investigação, homologue o resultado e execute a eventual pena. “Nos leva a crer que a condenação já está definida”, destaca.

Por Cássia Santana

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