Senalba: trabalhadores sonham com plano de saúde

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Força Sindical acompanha o acordo e as denúncias de perseguição (Fotos: Portal Infonet)

A data base dos trabalhadores do Sistema S que inclui o Sesi, Senai e IEL terminou no mês de maio desse ano, mas de acordo com o Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Sergipe a falta de acordo tem prejudicado os colaboradores. Segundo a presidente do Senalba, Maria de Fátima Santos Rodrigues, os trabalhadores desejam o reajuste, a manutenção da carga horária de 40h e o plano de saúde.

A sindicalista alega que em uma das rodadas de negociação no Ministério do Trabalho o Sistema S alegou que daria 8% de reajuste, sem o plano de saúde e estipulou que o sindicato retirasse uma ação que move contra eles.

Para a sindicalista, o problema vai além do reajuste. “O Sistema S vem desrespeitando os trabalhadores. Eles chegaram a propor 5% de reajuste e aumento para 44h semanais. Depois aceitaram 8% sendo que teríamos que retirar o processo que o sindicato move contra eles. Esse processo é referente ao Sistema ter negociado diretamente com os trabalhadores, sem que se respeitasse o acordo coletivo. Foi uma pratica antissindical. Nós não abrimos mão do plano de saúde e nem do processo. O plano de saúde é uma coisa que qualquer empresa tem e os trabalhadores do Sistema S não possuem”, afirma Fátima Andrade, alegando que o acordo já foi fechado com Sebrae, Sesc e o Senac.

Fátima Andrade

Durante coletiva que reuniu a imprensa na Força Sindical, a sindicalista também falou sobre ameaças que recebeu por e-mail. “Sofro muita perseguição, inclusive perseguições que recebo através do e-mail corporativo. Já prestei um Boletim de Ocorrência para que a polícia apure de onde partiu os e-mails”, fala.

A equipe do Portal Infonet teve acesso às cópias dos e-mails que tratam a presidente de incompetente e diz que a sindicalista não tem conhecimento do que fala. “Tenho 27 anos de casa e há três anos não tenho aumento, porque os salários estavam sendo negociados de forma individual, ou seja, quem aceitava o que eles acordavam recebia o salário e quem não aceitava além de ficar sem o reajuste sofre perseguição”, alega.

A equipe do Portal Infonet entrou em contato com a assessoria do Sesi e fomos informados que o diretor que pode responder pela negociação está viajando e que deverá retornar a Sergipe, somente na sexta-feira,16.

A Infonet também procurou o representante da Superintendência Regional do Trabalho (SRT), Nilson Socorro, que confirmou que já na terceira rodada de negociação, entre maio e junho, o acordo não foi fechado porque o sindicato se recusou a retirar o processo que move por pratica antissindical. Nilson disse ainda que o Sesi/Senai alegou que não poderia arcar com as despesas do plano de saúde para os trabalhadores, já presta a assistência médica e odontológica aos colaboradores.

Por Kátia Susanna

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