Servidores do Fisco dizem que Governo deu “calote”

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Abílio Castanheira: "Se pegar a inflação de 28 meses, o Governo está dando calote" (Foto: Arquivo Portal Infonet)

Os servidores do Fisco continuam insatisfeitos com o reajuste linear de 6,38% concedido pelo Governo do Estado por meio de projeto aprovado no início de julho na Assembleia Legislativa de Sergipe.  A categoria acredita estar havendo um “calote” nos servidores maior que 8%”. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) explicou que o  Governo já esclareceu que não houve condições de dar aumento em 2013.

Segundo o presidente do Sindicato do Servidores do Fisco do Estado de Sergipe (Sindifisco), Abílio Castanheira, os servidores não tiveram reajuste ano passado. “O último reajuste que os servidores públicos  tiveram foi em março de 2012. Agora deu 6,38% a partir de 1º de Julho de 2014, depois de 28 meses. Se pegar a inflação de 28 meses, dá 14,5%, comprova que o Governo está dando um calote de mais de 8%. Estamos fazendo alguns atos para divulgar essa manobra”, destaca Abílio Castanheira.

O sindicalista disse ainda que todos os projetos relacionados ao Plano de Cargos e Salários (PCCV), ficaram “condicionados ao Limite Prudencial, ou seja, os servidores ganharam mas não estão levando nada”.

Sefaz

A Assessoria de Comunicação Social da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), informou que “o Governo já se posicionou que em 2013 não houve condições de dar reajuste e esse ano, concedeu  6,38%. Se for calcular a partir dos outros anos essa discussão é na verdade é para o sindicato recolocar o assunto em pauta”, ressalta.

De acordo com a assessoria da Sefaz, “via de regra, o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV), do funcionalismo público, já está em vigor desde o último dia 1º de Julho. Mas é bom deixar claro, que todos os servidores da Base [os que ganham menos], já serão contemplados a partir deste mês, com a incorporação das gratificações. Quem ficou com 6,38% são todos aqueles que já tem uma remuneração superior, a exemplo de policiais civis, delegados, os próprios servidores do Fisco e professores, que já ganham mais. A questão do Lei de Responsabilidade Fiscal é para quem já ganha mais”.

Por Aldaci de Souza

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