Servidores grevistas têm salários bloqueados

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Iraldir: bloqueio é ilegal (Foto: Arquivo pessoal do sindicalista)

Os servidores públicos da administração estadual que deflagraram greve no dia 8 de junho estão com os salários bloqueados. Nesta sexta-feira, 1º, o líder sindical Iraldir Silva, coordenador do Comando de Greve, recebeu várias reclamações dos grevistas e revelou constatar o bloqueio dos vencimentos de todos aqueles que aderiram ao movimento grevista e também daqueles que trabalharam, compondo o efetivo de 30% para atender às exigências da lei de greve nos serviços públicos.

O sindicalista, filiado ao Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe (Sintrase), estranhou que os contracheques da categoria também não estavam disponibilizados por meio do site da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). “Geralmente, o governo disponibiliza os contracheques dois ou três dias antes do final de cada mês”, informou.

Para o coordenador do Comando de Greve, é classificada como ilegal a atitude do governo em bloquear salários de servidores grevistas. Segundo o coordenador do Comando de Greve, neste final de semana, a diretoria do sindicato analisará a questão e consultará a assessoria jurídica para adotar medidas judiciais contra o governo.

O secretário Sales Neto, de Comunicação Social do Governo do Estado, confirmou o bloqueio dos salários. Ele justificou que a medida foi adotada para proteger crianças e adolescentes prejudicadas com a greve. Segundo Sales Neto, a greve implicou consequências no fornecimento da merenda escolar e na limpeza das escolas públicas, apesar da adesão à greve ter sido parcial.

O secretário informou também que o bloqueio dos salários de servidores grevistas está amparado em jurisprudência. “O governo está amparado em diversas decisões judiciais de primeira, segunda e terceira instância”, informou. Quanto aos contracheques, a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão informou que a indisponibilidade dos contracheques não está relacionada à greve dos servidores. De acordo com a assessoria, os contracheques não foram liberados em consequência dos ajustes que estão sendo feitos decorrentes da implantação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV) dos servidores públicos da administração estadual.

Por Cássia Santana

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