Setor de serviços em Sergipe cai 5,8% em março

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(Foto IBGE)

Em março de 2020, o setor de serviços em Sergipe mostrou retração de 5,8% frente a fevereiro de 2020, na série com ajuste sazonal. Este é o pior resultado para um mês de março desde 2011, quando teve início a atual série da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS).

Os impactos observados foram sentidos especialmente no último terço do mês de março, quando começaram as medidas de isolamento social devido à Covid-19. Na série sem ajuste sazonal, em relação a março de 2019, o volume de serviços recuou 5,2%, o terceiro resultado negativo consecutivo. No acumulado de 2020 (Jan-Mar), também houve retração (-4,0%). No acumulado nos últimos 12 meses, o índice apresentou uma leve redução de 0,2 p.p. em seu volume, ao registrar 0,5%, e aumento de 2,4% na receita nominal.

Na série sem ajuste sazonal, a média móvel trimestral para o volume de serviços apontou recuo de 4,0% no trimestre encerrado em março frente ao nível do mês anterior, obtendo o segundo resultado negativo após doze meses consecutivos com valores positivos para esse indicador.

Serviços caíram em 24 das 27 Unidades da Federação

A maior parte (24) das 27 unidades da federação teve retração no volume de serviços em março de 2020, em relação a fevereiro, acompanhando o recuo (-6,9%) do país. São Paulo (-6,2%) e Rio de Janeiro (-9,2%) sofreram as perdas mais importantes, pressionados pelos segmentos de alojamento e alimentação. Outras pressões negativas relevantes vieram do Rio Grande do Sul (-11,0%), Distrito Federal (-10,9%) e Paraná (-5,4%). Em contrapartida, os únicos impactos regionais positivos vieram do Amazonas (1,9%), de Rondônia (3,1%) e do Maranhão (1,1%).

No acumulado de janeiro a março de 2020, frente a igual período do ano anterior, a variação negativa do volume de serviços no Brasil (-0,1%) foi disseminada, pois 16 das 27 unidades da federação também mostraram retração na receita real de serviços. Os principais impactos negativos ocorreram na Bahia (-6,8%), no Rio Grande do Sul (-4,6%) e em Minas Gerais (-1,7%). Por outro lado, São Paulo (0,9%) e Rio de Janeiro (1,6%) registraram as contribuições positivas mais relevantes sobre o índice nacional.

No Brasil, a retração de fevereiro para março foi de 6,9%, com quedas em todas as cinco atividades investigadas. As quedas foram mais intensas nos serviços prestados às famílias (-31,2%), que incluem hotéis e restaurantes, e nos transportes, serviços auxiliares aos transportes e correios (-9,0%), segunda maior queda já registrada, atrás apenas da de maio de 2018 (-9,5%), quando ocorreu a greve dos caminhoneiros.

Fonte: Ascom Unidade Estadual do IBGE em Sergipe

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