Advogados que ensinam em faculdades querem Piso

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Categoria não se interessou pela reunião que ficou esvaziada (Fotos: Portal Infonet)

Foi realizada no final da manhã desta sexta-feira, 26, a segunda reunião para tratar da iniciativa do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, em contribuir para a melhoria do patamar salarial dos professores do curso de Direito que são advogados. A idéia é estabelecer um Piso Salarial, que vai acabar beneficiando os professores que não atuam como advogados [membros do Ministério Público, delegados, juristas].

“Ainda é uma coisa embrionária. As seccionais da OAB foram orientadas pelo Conselho federal a intervir como forma de auxiliar na discussão e elaboração de valores que deverão levados ao Conselho. Nós estamos discutindo e já vamos levar os encaminhamentos à reunião do Conselho Seccional em setembro”, ressalta.

Indagado pela reportagem do Portal Infonet se agora os advogados vão aderir à luta dos professores nas ruas com faixas e cartazes, reivindicando Piso Salarial, Maurício Gentil respondeu: “Nós não temos legitimidade para atuar em nome dos professores, que devem ter a entidade designada, a exemplo de sindicatos, que fiquei sabendo nesta reunião existir um em Sergipe, o Sinpro”, destaca.

Maurício Gentil, vice-presidente da OAB/SE

A fraca participação dos profissionais foi um dos assuntos destacados na reunião pelos poucos professores presentes: apenas sete. “Apesar de estarmos começando, é importante a participação dos professores. Além disso, enviamos ofícios para todas as instituições de ensino superior, mas nenhum representante compareceu, o que é lamentável”, ressalta.

O vice-presidente da OAB disse ainda que o Piso estabelecido deverá ser observado quando houver avaliação a respeito dos processos para o reconhecimento, renovação de conhecimento, autorização e aumento de vagas de cursos de graduação na área jurídica. “Embora o parecer da OAB não seja decisivo junto ao MEC, tem um peso político”, entende.

Além da Universidade Federal de Sergipe, existem cursos de Direito em uma universidade e em cinco faculdades particulares.

Por Aldaci de Souza

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